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Trabalhadores da EBC aprovam proposta de mediação do TST

Após 13 dias de greve e a realização de diversos atos, debates e mobilizações, os trabalhadores da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) aceitaram a proposta de mediação apresentada pelo ministro Emmanoel Pereira, vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST). A decisão foi tomada na última sexta-feira (1/12).

Por 353 votos a favor, 31 contra e 9 abstenções, os jornalistas e radialistas do DF encerraram a as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho 2017/2018. Para o Sindicato dos Jornalistas (SJPDF), apesar de ter sido uma campanha difícil, a mobilização foi finalizada com saldo positivo para a categoria.

Na assembleia da última sexta, os trabalhadores decidiram aceitar a proposta original de mediação do Tribunal Superior do Trabalho. Isso porque a EBC se manteve inflexível durante todo o processo de tentativa de negociação. A empresa modificou apenas um item que trata da ampliação do prazo para compensação dos dias parados, condicionado a criação de um limite para renovação dos abonos de falta por acompanhamento médico.

Já o TST não previu aumento nas cláusulas econômicas, mas houve manutenção da maioria das cláusulas sociais, incluindo os dois auxílios alimentação-extra e o vale cultura. Além disso, ficou firmado que os trabalhadores deverão compensar os dias parados em função da greve, com limite de duas horas diárias, em até 120 dias.

Para o coordenador-geral do SJPDF, Gésio Passos, a unidade dos trabalhadores foi fundamental durante este processo. “Nós saímos de um movimento grevista muito forte, que contou com mais de mil trabalhadores em greve. Os empregados ousaram lutar, impediram grande parte dos retrocessos que a empresa queria impor. Ainda mostramos que essa diretoria não tem a menor condição de continuar à frente da EBC. São racistas, assediadores e querem destruir a comunicação pública. Agora, precisamos fortificar ainda mais a base para garantir novas conquistas e, principalmente, manter a luta contra qualquer tipo de preconceito e em defesa de uma comunicação pública de qualidade”, concluiu.

Fonte: CUT Brasília, com SJPDF