Home Atualidades Brasília Trabalhadores da CEB rejeitam proposta e intensificam greve

Trabalhadores da CEB rejeitam proposta e intensificam greve

Por unanimidade, os trabalhadores lotados na Companhia Energética de Brasília (CEB) rejeitaram a contraproposta apresentada pela empresa e decidiram manter a greve por avanços na campanha salarial 2017. A decisão foi tomada em assembleia realizada no fim da manhã dessa sexta-feira (10).

Esta é a terceira rodada de negociação e, mais uma vez, a oferta dos patrões foi considerada insuficiente pelos eletricitários e pela direção do Stiu-DF, sindicato que representa a categoria. Desta vez, a empresa ofereceu reajuste salarial de R$ 142,74 para todos os empregados, acréscimo de R$ 157,26 no ticket alimentação e três talões de tickets extras. Enquanto que os eletricitários reivindicam reajuste salarial linear de R$ 1,2 mil, além da recomposição do INPC relativo às datas-bases de 2014/15 e 2015/16. Outros pontos, como a manutenção das cláusulas sociais do último ACT também fazem parte da pauta de luta.

Paralelo à inflexibilidade da empresa em relação ao pleito da categoria, o GDF continua sua gestão pautada na criminalização e intimidação do movimento sindical. Nessa quinta-feira (9), o governador Rodrigo Rollemberg determinou o corte de ponto dos servidores grevistas. Além disso, o seguidor do governo golpista decretou que a direção da CEB adote medidas legais junto à Justiça para tentar barrar a greve dos trabalhadores. A determinação foi feita mesmo após o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 10ª Região reconhecer a legitimidade da Data-Base e do movimento da categoria.

Mesmo em meio aos ataques, a greve das trabalhadoras e trabalhadores da CEB continua por tempo indeterminado.

Serviço

Por causa das interrupções na rede elétrica em função das chuvas, em solidariedade à população, que sofre com a queda de energia, os trabalhadores vão aumentar o efetivo de equipes nas ruas para reduzir a quantidade de ocorrências e, consequentemente, amenizar os prejuízos à sociedade. Isso sem determinação judicial.

Fonte: CUT Brasília