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Sinpro-DF denuncia número insuficiente de nomeação de professores e orientadores

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O governador Rodrigo Rollemberg, do PSB, foi, mais uma vez, às redes sociais, anunciar, em vídeo, a nomeação de professores e orientadores concursados para compor o quadro de pessoal da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal. Porém, nomeou um número insuficiente de professores e deixou para nomear os orientadores educacionais posteriormente.

O número divulgado nessa sexta-feira (2) reforça o quadro de pessoal do magistério público, mas está muito longe de atender às demandas das mais de 650 escolas públicas do Distrito Federal. A nomeação de 652 professores, segundo declaração do próprio governador, não cobrem as vacâncias existentes, em virtude das mais três mil aposentadorias ocorridas na Secretaria de Estado da Educação (SEEDF) de 2015 até hoje. Isso sem contar o número de vagas decorrentes de falecimentos e de pessoas que pediram demissão.

O mesmo ocorre com o número de nomeações de orientadores educacionais. Atualmente, há cerca de 700 orientadores na ativa. A escola pública do DF carece, hoje, de mais de quinhentas nomeações para esse cargo, porém, no vídeo desta sexta, o governador Rollemberg anunciou o irrisório número de 40 nomeações.

Embora essas nomeações reforcem o quadro de orientadores educacionais, elas sequer cumprem com o número de vagas previstas no edital do concurso, que é de 50. Importante lembrar que, em 2017, o GDF só nomeou cinco orientadores educacionais dos mais de mil concursados.

“Nomear apenas 40 orientadores educacionais reforça o quadro de pessoal nas escolas, porém, mantém o magistério público muito longe do número ideal com dezenas de escolas sem nenhum profissional desse cargo”, critica Cláudio Antunes, coordenador da Secretaria de Imprensa do Sindicato dos Professores (Sinpro-DF).

Para o diretor, “o governador usou o discurso da contratação de todos os concursados, durante a votação do Orçamento 2018, na Câmara Legislativa do Distrito Federal, para conseguir aprovar o projeto de lei que retirava dos cofres do Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev) os recursos superavitários das futuras aposentadorias do funcionalismo. Feito isso, não executou as nomeações necessárias”, alerta o coordenador do Sinpro-DF.

No caso dos professores e orientadores educacionais, a insistente falta desses profissionais apenas corrobora a política proposital de sucateamento do direito social à educação pública e gratuita. “Esse sucateamento é um projeto político neoliberal e deliberado. No entanto, a defesa da educação pública, gratuita, laica e socialmente referenciada aponta para o fato de que esse setor precisa, em seu quadro de pessoal, profissionais concursado nas vagas existentes”, afirma.

A diretoria colegiada do Sinpro-DF denunciou essa falta de compromisso com a categoria, com a população, com o magistério público e com a educação pública, gratuita e socialmente referenciada em outdoors distribuídos pela cidade.

 

Fonte: Sinpro-DF