Home Atualidades Brasília Projeto que propõe Semana Heterossexual acirra preconceito à comunidade LGBT

Projeto que propõe Semana Heterossexual acirra preconceito à comunidade LGBT

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Em meio à onda de conservadorismo e intolerância que assola o país, foi apresentado ao plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal, no último dia 7, projeto de lei que propõe a criação da “Semana de Difusão da Cultura Heterossexual”. Para o secretário de políticas públicas da CUT Brasília, Yuri Soares, o projeto é um “disparate e tenta camuflar a homofobia”.

“Não existe preconceito por ser hétero. Ninguém sofre bulling na escola, apanha na rua ou é assassinado por ser hétero. A heterossexualidade é ampla e socialmente aceita em todos os espaços. O que deve-se fazer é combater a homofobia em todos os espaços”, afirma.

O PL (1318/2017) é de autoria do deputado Rodrigo Delmasso (Podemos) e estabelece a terceira semana do mês de junho para celebrar os “valores da família”. Segundo o PL, toda a discussão sobre o preconceito contra homossexuais cria outro tipo de discriminação contra os heterossexuais e estimula a “ideologia gay”. Delmasso, que é pastor e presidente da Frente Parlamentar Evangélica na Casa, alega já ter sofrido preconceito por conta de sua orientação sexual.

Para o representante da secretaria distrital LGBT do Partido dos Trabalhadores no DF, Henrique Elias, o PL confronta o movimento LGBT e suas recentes conquistas. “Como o parlamentar, durante o seu mandato, não soube apresentar projetos para atender as principais demandas da população, vem, agora, tentar chamar a atenção da parcela fundamentalista e LGBTfóbica. É uma forma de se autopromover e, de certa forma, fazer um massacre à população LGBT”, destacou.

A secretaria lançou uma nota de repúdio que, entre outros pontos, ressalta que o PL não se faz necessário, pois as pessoas heteros já têm seus direitos assegurados e liberdade plena de exercer sua sexualidade.

Antes de ser apreciado pelo plenário da CLDF, o PL deve passar pela análise de membros da Comissão de Direitos Humanos da Casa.

Fonte: CUT Brasília