Home Campanhas Jornalistas do Correio Braziliense rejeitam proposta e marcam nova assembleia

Jornalistas do Correio Braziliense rejeitam proposta e marcam nova assembleia

Em assembleia realizada nessa quarta-feira (8) os jornalistas do Correio Braziliense rejeitaram o calendário de pagamentos apresentado pela empresa. Os trabalhadores cobram o pagamento do tíquete alimentação referentes ao mês de outubro e novembro, os atrasos no recolhimento do FGTS e os salários de agosto e setembro dos trabalhadores freelancers. Uma nova assembleia da categoria está marcada para o dia 20.

Pelo calendário proposto pela empresa, os pagamentos só seriam efetuados a partir do dia 20 de novembro. Os pagamentos das notas dos freelancers de agosto seriam pagos até hoje, 10/11, e as notas de setembro seriam quitadas no dia 20/11. Sobre o auxílio alimentação, a empresa previa o pagamento de outubro deste benefício também até o dia 20.

Os jornalistas deliberaram em assembleia uma contraproposta que reivindica o seguinte cronograma: os pagamentos das faturas em aberto dos freelas e dos tíquetes alimentação até 20/11. Outra deliberação dos jornalistas é a retomada de reuniões quinzenais com a participação da Comissão de Jornalistas e com o Sindicato.
Sem respostas para os atrasos do FGTS, o sindicato da categoria resolveu entrar com uma reclamação trabalhista contra o jornal. A ação foi impetrada na semana passada. Ela solicita que o veículo regularize o FGTS dos empregados ativos e dos que já saíram da empresa. Outro item cobrado é o dano moral em decorrência da inexistência dos depósitos.

Para o Coordenador-Geral do SJPDF – Sindicato da Categoria, Wanderlei Pozzembom, os direitos básicos dos jornalistas precisam ser respeitados. “Para além dos atrasos de notas do freelas e de salários dos editores, temos o caso de repetidos atrasos do auxílio alimentação. Nos últimos seis meses, o veículo desconta do contra-cheque do trabalhador a co-participação deste benefício, mas o pagamento sempre está atrasado”, alerta Pozzembom As irregularidades ocorrem depois de pouco mais de um ano das paralisações dos jornalistas, que foi decretada por conta de problemas parecidos ao desse ano.

Fonte: CUT Brasília