Home Atualidades Brasil HIV/AIDS: A luta contra o preconceito é todo dia

HIV/AIDS: A luta contra o preconceito é todo dia

O HIV/AIDS – sigla em inglês para Síndrome da Imunodeficiência Adquirida – é uma epidemia que já provocou mais 35 milhões de mortes desde a sua descoberta. No Brasil, é oferecido – ainda que de forma insuficiente – tratamento para a doença. Mas o preconceito existente continua sendo uma das principais barreiras para que os infectados se tratem. E isso deve ser lembrado neste 1° de dezembro, quando é celebrado o Dia Mundial de Combate à Aids. Para esclarecer o que é a doença e como se prevenir, a CUT Brasília realizará panfletagem na rodoviária do Plano Piloto nesta terça (5/12), às 9h.

>> Clique aqui para acessar o panfleto

Pesquisa mundial, chamada ATLIS (AIDS Treatment for Life International Survey ou Pesquisa sobre Tratamento para a AIDS em Âmbito Internacional), realizada com cerca de 3 mil pessoas soropositivas em 18 países (inclusive o Brasil), mostra que o maior medo dos pacientes HIV positivos é com o preconceito e a exclusão social. Por isso, cerca de 34% dos entrevistados havia largado a terapia por temer os efeitos colaterais e 26% nem chegaram a iniciar o tratamento pelo mesmo motivo.

Hoje em dia, quem é soropositivo pode trabalhar, estudar, casar e até ter filhos. Mas, por causa do preconceito e da discriminação, os diagnósticos costumam ser tardios, o que adia o início do tratamento e mantém ativa a cadeia de transmissão do vírus HIV.

Outro grande problema enfrentado no combate à aids no Brasil é a falta de acesso aos tratamentos adequados e de qualidade. Pesquisa realizada pela Unaids revelou que apenas 55% dos brasileiros infectados recebem tratamento medicamentos necessários.

O tratamento é feito com diversas drogas, entre elas um antirretroviral chamado Sulfato de Atazanavir. Este medicamento é utilizado no início do tratamento e é distribuído pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Cerca de 45 mil pessoas recebem o remédio e essa distribuição é feita há 16 anos.

Estima-se que estima que em todo o planeta existam 33 milhões de pessoas que convivem com o vírus e que, diariamente, surjam 7,5 mil novos casos. Este número é ainda mais preocupante em relação às mulheres.

De acordo com dados do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (Unaids), 870 mil mulheres são infectadas pelo HIV todos os anos no mundo, e apenas metade delas têm acesso ao tratamento adequado que pode salvar vidas. Este número coloca a aids como a maior causa de mortes entre mulheres em idade reprodutiva (de 15 a 49 anos) globalmente.

O vírus do HIV é letal e pode ficar adormecido no organismo por até 10 anos, sem provocar danos graves. Por esse motivo é fundamental a realização de testes regularmente. Quando o HIV ataca, diversos sintomas surgem como febre alta, diarréia constante, crescimento dos gânglios linfáticos, erupções na pele e perda de peso. Se após identificação dos sintomas o vírus não for controlado, várias doenças podem atacar o paciente, como por exemplo, pneumonia, alguns tipos de câncer, problemas neurológicos e até perda de memória.

Como ocorre a infecção?

O HIV, vírus da aids, pode ser transmitido pelo sangue, sêmen, secreção vaginal e pelo leite materno. Ou seja, pode beijar, abraçar, dar carinho e compartilhar do mesmo espaço físico sem ter medo de pegar o vírus.

Assim pega:
– Através de relações sexuais (anal, vaginal e oral) sem o uso do preservativo, caso o seu parceiro esteja contaminado.
– Através da troca de sangue.Se você recebe por exemplo, transfusão de sangue ou de derivados do sangue contaminados. Ou se vocês partilha agulhas e seringas contaminadas (no uso de drogas injetáveis, por exemplo)
– Instrumentos que furam ou cortam, que não estejam esterilizados
– Da mãe infectada para seu bebê durante a gestação, o parto e a amamentação .

Assim não pega:
– Através de ações comuns da vida cotidiana
– Através do beijo na boca, beijos e caricias.
– Alimentação, pratos, talheres, copos e outros objetos
– Pelo ar, tosse, espirro, suor, lagrima ou saliva
– Vestuário
– Assento de ônibus
– Aperto de mão ou abraço
– Contato com animais domésticos
– Picada de inseto
– Vasos sanitários, banheiros, chuveiros, piscinas
– Doação de sangue, em centros de coleta confiáveis.

Para realizar o diagnóstico é necessário fazer o exame em qualquer hospital ou centros de apoio e aconselhamento. Para saber qual o posto de saúde mais próximo da sua casa ou trabalho, ligue 160.

Fonte: CUT Brasília, com informações do portal Seja Puro