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Desemprego atinge a taxa de 20,7% no DF. No Brasil já são 14 milhões sem trabalho

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Com a maior taxa de desocupação desde 2012, o Brasil conta agora com 14,2 milhões de desempregados. A taxa referente ao primeiro trimestre deste ano foi de 13,7%, um aumento de 1,7 % frente ao trimestre anterior, de outubro a dezembro de 2016. No total, temos 1,8 milhão de pessoas desocupadas a mais, um reflexo da crise econômica advinda das medidas tomadas pelo governo Temer.

Em relação ao primeiro trimestre móvel do ano passado, a taxa de desocupação chegou a 27,8%, o que significa que mais 3,1 milhões de pessoas estão sem emprego. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) publicada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 28 de abril.

O levantamento mostra ainda que o número de ocupados no País (88,9 milhões de pessoas), o nível de ocupação (53,1%) e o número de empregados com carteira assinada (33,4 milhões) são os menores da série da Pnad Contínua.

“A prioridade de Temer, atendendo aos ditames do mercado financeiro organizado, é retirar direitos dos trabalhadores. Assim age também em relação ao emprego, onde adota medidas recessivas e corta investimentos, aumentando o desemprego. A prioridade desse governo é beneficiar os mais ricos”, aponta o diretor do Sindicato Rafael Zanon.

Desemprego no DF

No Distrito Federal, a crise também tem provocado impactos profundos no mercado de trabalho. Segundo dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego no Distrito Federal (PED-DF), entre março de 2016 e março de 2017, a taxa de desemprego aumentou de 17,1% para 20,7%.

Nesse período, o contingente de desempregados sofreu acréscimo de 75 mil pessoas, resultado do crescimento insuficiente do número de postos de trabalho (28 mil) para absorver o aumento da População Economicamente Ativa de 103 mil pessoas.

Entre os meses de fevereiro e março deste ano o aumento foi de 20% para 20,7%, ou seja, 14 mil pessoas a mais sem ocupação, num total de 336 mil desempregados. O resultado reflete também o aumento do contingente de pessoas no mercado de trabalho da região (15 mil) em oposição ao número de postos de trabalho que pouco se alterou (1 mil).

Também de acordo com a PED-DF, observou-se uma redução de 3 mil pessoas no contingente de assalariados do setor privado que, com relação à carteira assinada, perdeu cerca de 2 mil postos de trabalho.

É a maior taxa de desemprego mensal desde o período pós-crise internacional.

As pesquisas

Realizada por meio de uma amostra de domicílios, a PNAD Contínua destina-se a produzir informações contínuas sobre a inserção da população na força de trabalho, associada a características demográficas e de educação, e, também, para o estudo do desenvolvimento socioeconômico do País

Como um levantamento domiciliar contínuo e mensal, a PED foi implantada inicialmente, em 1984, na região metropolitana de São Paulo, em convênio entre o Dieese e a Fundação Seade. A partir de 1987, o instrumento passa a ser utilizado em outras regiões, incluindo o Distrito Federal Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador, Recife e, mais recentemente, Fortaleza, constituindo o Sistema PED.

Fonte: Sindicato dos Bancários