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CUT adere à Campanha do Laço Branco

Neste dia 6 de dezembro é celebrado o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres. Para promover o engajamento dos trabalhadores nesta causa, a CUT Brasília convoca todos os sindicatos filiados  a usarem o laço branco, distribuindo entre a sua direção e base como forma de apoio à causa.

A data instituída no Brasil pela Lei nº 11.489/2007, remete ao massacre ocorrido em 1989, em Montreal, no Canadá. Na ocasião, um homem chamado Marc Lepine invadiu a sala de aula de uma escola, ordenou que os demais homens se retirassem e assassinou 14 mulheres. O rapaz suicidou-se em seguida, porém, deixou uma carta afirmando que praticou o crime porque odiava as mulheres e as feministas.

Aqui no Brasil, a Campanha é coordenada pela Rede de Homens pela Equidade de Gênero (RHEG) e constituída por um conjunto de organizações e núcleos que promovem diversos eventos e atividades com o objetivo de sensibilizar e mobilizar os homens no engajamento pelo fim da violência contra a mulher.

Para a CUT Brasília este é um tema que deve ser debatido com toda a sociedade, visto que os índices de violência de gênero no Brasil são alarmantes. Estima-se que aproximadamente 500 mulheres sofrem algum tipo de agressão a cada hora. O dado é de pesquisa realizada pelo instituto Datafolha encomendada pelo Fórum de Segurança Pública.

Já em relação aos números mundiais a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima que 35% das mulheres em todo o mundo já tenham sofrido violência física e/ou sexual praticada por parceiro ou violência sexual por um não-parceiro em algum momento de suas vidas.

Para a Secretária de Mulheres da CUT Brasília, Sônia de Queiroz, esta é uma luta que deve ser constante, não apenas no dia 6. “A campanha do laço branco inicia-se em um momento oportuno, pois estamos no meio da campanha de 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra a Mulher, que termina no dia dez de dezembro, dia Mundial dos Direitos Humanos. Neste momento de constantes retiradas de direitos, em que nós, mulheres, somos duplamente atingidas, é fundamental a unidade de todos. Homens mulheres, negros, LGBT`s. Somente quando houver solidariedade, consciência e respeito entre os seres humanos, poderemos acabar com a violência”, explica a dirigente.

Fonte: CUT Brasília