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ARTIGO | Em defesa das aposentadorias e do futuro de nossa população

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Por Rodrigo Britto*

O ilegítimo Michel Temer insiste em fazer sua temerosa reforma da Previdência que coloca em risco a aposentadoria – uma das principais conquistas sociais da nossa Constituição Federal de 1988, a conhecida “Constituição Cidadã”.

Seu aliado Rodrigo Maia, presidente da Câmara Federal, afirma que colocará a proposta em votação no plenário da Casa a partir do dia 19 de fevereiro. A reforma da Previdência com o atual texto, que foi construído para atender interesses do mercado financeiro privado, em especial que oferta previdência privada, acabará com o sonho de milhões de brasileiras e brasileiros que almejam garantir, no futuro, através das aposentadorias e benefícios, tranquilidade para suas vidas e de seus familiares.

Um nefasto exemplo que pode ser citado sobre as alterações da reforma da Previdência é a idade mínima de 65 anos exigida por Temer para ter direito a aposentar. Atualmente, em 53% dos municípios brasileiros, a expectativa de vida da população não chega a tanto. Desta forma, mesmo que o cidadão contribua por toda a vida para o INSS, ele vai trabalhar até morrer e não conseguirá se aposentar.

Além da idade mínima, vários outros exemplos que prejudicam a população podem ser citados como o trabalho intermitente, a exigência de 40 anos de contribuição para o INSS, as dificuldades impostas para as mulheres conquistarem suas aposentadorias e as anistias de bilhões de reais que Henrique Meirelles, ministro da Fazenda de Temer, concedeu a mega empresários e banqueiros que deviam dinheiro para a Previdência Social, como o Itaú e Santander.

Para nós, da Central Única do Trabalhadores – CUT, a Previdência Social precisa de uma revisão e ser fortalecida para que tenha saúde financeira ao longo dos anos. Porém, um assunto de tanta importância não pode ser tratado de qualquer jeito e de forma unilateral, sem ouvir todos os setores organizados da sociedade civil e atendendo interesses financeiros do capital privado. Por isto, nós afirmamos nossa posição contrária à reforma da Previdência de Michel Temer e estaremos na Câmara Federal, e nas ruas de Brasília, para impedir que este retrocesso seja aprovado por deputados federais sem compromisso com o futuro da nossa população.

*Rodrigo Britto é bancário e presidente da CUT Brasília