Home Atualidades Brasil A violência contra a mulher depois do golpe

A violência contra a mulher depois do golpe

Mesmo após 11 anos de existência da Lei Maria da Penha, a violência, o machismo e assédios sexual e moral contra a mulher são casos recorrentes nos locais de trabalho, na rua e dentro das casas. E esses casos se agravaram após o país sofrer um duro golpe orquestrado por Michel Temer.

Para marcar os 11 anos da Lei Maria da Penha, completos no último dia 7, foi lançado nessa segunda-feira (7), o “Relógio da Violência”, que apresenta dados a cada 2 segundos. A ferramenta mostra que, nesse espaço de tempo, pelo menos uma mulher é vítima de algum tipo de violência. O intuito da campanha é aumentar o número de denúncias e fazer com que a lei seja aplicada.

O número da violência contra a mulher passou de 18% em 2015 para 29% em 2016 e, mesmo assim, Temer optou pela extinção do Ministério de Políticas para Mulheres. Os dados são de uma pesquisa realizada pelo Instituto Data Senado, em parceria com o Observatório da Mulher contra a Violência.

A situação de violência sofrida pela mulher, no país inteiro, é reflexo também das condições de vida depois do golpe: mercado de trabalho, saúde, educação. As mulheres são um dos setores que mais têm sofrido as consequências do golpe por ser um setor mais oprimido e vulnerável da sociedade.

Para a secretária de mulheres da CUT Brasília, Sônia de Queiroz, depois do golpe, houve um grande retrocesso, e o reflexo disso foi o crescimento do machismo e da violência comprovada nas estatísticas.

“Hoje, nosso Congresso é composto em quase 80% de machistas que propagam suas ideias e convicções na Casa do Povo, e isso reflete no números da violência na sociedade”, afirmou.

Fonte: CUT Brasília com informações do Observatório da Mulher contra a Violência