Dia Nacional de Luta: em defesa da vida, do emprego, da renda e da democracia

Num momento em que o Brasil registra quase 54 mil mortes causadas pela Covid-19, trabalhadores e trabalhadoras são obrigados a sair às ruas para defender a vida, o emprego, a renda e a democracia. Com este mote, representantes de diversas categorias realizaram ato simbólico nesta quinta-feira 25, Dia Nacional de Luta.

Concentrados no Espaço do Servidor, na Esplanada dos Ministérios, os manifestantes utilizaram máscaras, obedeceram o distanciamento orientado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e não realizaram ampla divulgação da ação para não gerar aglomeração. A nova formatação do ato exige número reduzido de pessoas, mas não arrefece os ânimos daqueles que se indignam com o aumento do desemprego, da fome e da miséria, gerado por um governo antipovo.

Ancorados em pilares fundamentais da CUT, como a solidariedade de classe, a autonomia e a liberdade sindical, o Dia Nacional de Luta teve como principais pautas a manutenção do auxílio emergencial até o fim da pandemia; a ampliação das parcelas do seguro desemprego; a defesa da vida da classe trabalhadora e da população em geral; o direito ao isolamento social, com assistência do Estado; e o grito de Fora Bolsonaro e Mourão. Além disso, o momento de luta também foi momento de homenagem às 53.895 (número oficial registrado até dia 24/6) vítimas fatais da Covid-19 e seus familiares.

“Esse é um ato simbólico para mostrar nossa indignação com a política de Bolsonaro e de Paulo Guedes. Defendemos mais direitos para a classe trabalhadora; defendemos que o Estado tenha a obrigação de sustentar os mais ‘frágeis’ neste momento de pandemia. Basta dessa política genocida; basta das políticas para redução da Educação no país. Queremos um SUS equipado e que tenha condições de atender todos e todas que precisam. Estamos e continuaremos nas ruas apresentando nossas bandeiras de luta e organizando a classe trabalhadora para que possamos avançar. Um outro Brasil é possível! Fora Bolsonaro, fora Mourão!”, disse o presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues.

De acordo com o presidente do PT-DF, Jacy Afonso, “a elite brasileira, que fez uma série de atrocidades para deixar o Brasil como está hoje”, deve pagar o boleto da crise econômica ampliada com a pandemia do novo coronavírus. “Nós precisamos taxar as grandes fortunas desse país. São os ricos, que sempre lucraram, que têm que pagar essa crise e atender as reivindicações da classe trabalhadora em meio a essa pandemia”, disse.

Em manifesto, as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo afirma que “de cada mil contribuintes, apenas 8 contam com uma renda mensal de mais de 80 salários mínimos. Essa elite responde sozinha por um terço de toda a riqueza declarada em bens e ativos financeiros, sendo que metade dessas pessoas chega a ganhar em média 4 milhões de reais por mês!”.

Jacy Afonso, presidente do PT-DF

Segundo levantamento da PricewaterhouseCoopers (PWC), das nações que integram o G20 (nações de maior economia do mundo), o Brasil é o que menos cobra impostos da classe média alta e dos ricos. Aqui, o contribuinte da Receita Federal que ganha mensalmente cerca de R$ 50 mil, fica com 74% desse valor após descontar o imposto de renda.

“Queremos reafirmar a posição da CUT contra o governo Bolsonaro, contra sua política genocida, privatista e elitista, que atinge justamente os mais vulneráveis. Não toleramos mais esse governo, que coloca em risco os direitos da classe trabalhadora. Fora Bolsonaro e Mourão”, disse a vice-presidenta da CUT-DF, Meg Guimarães, no ato realizado nesta quinta-feira.

Além da ampliação da concentração de renda e arrocho dos mais pobres, a política bolsonarista ainda mira no desmonte dos serviços públicos, que vêm sendo determinantes para mitigar os impactos do novo coronavírus na sociedade. Por isso, o fortalecimento dos serviços públicos e das empresa públicas também compõem a pauta do Dia Nacional de Luta.

Rosilene Corrêa, dirigente do Sinpro-DF, e Jacy Afonso, presidente do PT-DF

Presente no ato realizado no Espaço do Servidor, o petroleiro Vereníssimo Barçante, dirigente da CUT-DF, avalia que “Bolsonaro foi além do que se pensou”. “Foi ele (Bolsonaro) que criou esse cenário terrível, que vai se agravando com o desmonte do serviço público. Só a luta conseguirá reverter isso”, avalia.

O ato realizado no Dia Nacional de Luta foi finalizado no gramado central da Esplanada dos Ministérios, onde os manifestantes gritaram “Fora Bolsonaro e Fora Mourão” em uníssono.

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Fonte: CUT-DF | Fotos: Valcir Araújo e Vanessa Galassi

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