Fórum Popular da Natureza 2020 debate degradação ambiental

Começou nessa segunda-feira (1), o Fórum Popular da Natureza. Organizado por diversas entidades ─ entre elas, a CUT ─, pesquisadores, artistas e ativistas e outros, o evento tem como objetivo promover um diálogo sobre as causas e efeitos da degradação ambiental, além de fortalecer o processo de resistência popular.

A programação da atividade, que vai até o dia 10, conta com oficinas, apresentações artísticas e mesas de debate. Todas as ações serão transmitidas ao vivo pelo Youtube e pelo Facebook do Fórum, respeitando o isolamento social recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Ao final do evento, será lançado um manifesto com ações de continuidade do evento, que foi pensado para ser um processo contínuo.

Na avaliação do secretário de Meio Ambiente da CUT-DF, Henrique Torres, o  Fórum Popular da Natureza representa  “ a nossa esperança de que a humanidade escolha uma nova sociabilidade, mediante uma transição justa”.

“O Fórum se insere na discussão de que, agora, todos estamos fazendo parte de uma crise sanitária e ecológica. Diante disto, devemos nos perguntar: qual será o futuro da humanidade? Com a continuidade do capitalismo e com outras crises ecológicas e econômicas, mais exploração, miséria e mortes, ou com uma transição justa para uma sociedade socialista, sustentável, com equidade e justiça social?”, questionou.

Para Davi Amorim, integrante do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), o fórum é o resultado de um esforço conjunto de militantes da causa ambiental e teve como inspiração os fóruns sociais mundiais.

“A intenção do fórum é ser uma articulação permanente entre os movimentos populares com foco nessa questão do meio ambiente e das mudanças climáticas. Então, o objetivo do fórum é principalmente a articulação entre os movimentos sociais tanto debatendo as problemáticas ambientais como propondo soluções que os movimentos sociais já vêm desenvolvendo ao longo dos anos”, explica Amorim.

Segundo Davi, o evento é direcionado a integrantes e militantes de movimentos populares: povos indígenas, negros, moradores da periferia, população LGBT, entre outros.

“Vamos fazer as atividades respeitando o distanciamento social. Todos os convidados e as pessoas que vão participar estarão em suas casas. Essas atividades serão feitas através de lives e de interação nas redes sociais. A gente vai transmitir tudo por meio do Facebook e do Youtube. Mas tanto as conferências, palestras, rodas de conversa e atividades artísticas vão ser desenvolvidas à distância”, diz o integrante do MNRC.

Glaucia Moraes, que integra o Fórum Paulista de Combate aos Impactos de Agrotóxicos e Transgênicos e faz mestrado na faculdade de medicina da Universidade de São Paulo (USP) reforça que o Fórum Popular da Natureza tem ainda como objetivo enfrentar as questões de destruição da natureza e os seus impactos sociais. Ela ressalta que a construção do evento é fruto de muito diálogo coletivo.

“É importante destacar que se trata de um processo horizontal, democrático e que a cada dia mais pessoas vão se somando e construindo esse espaço incrível de articulação e resistência”, ressalta Moraes.

Veja a programação

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Fonte: CUT-DF com informações da RBA

 

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