Coletivo afirma que sindicatos cutistas têm papel fundamental no 8 de março

As políticas de retirada de direitos e desmonte do Estado aplicadas pelo governo Bolsonaro atingem em cheio as mulheres trabalhadoras. Por isso, neste 8 de março, Dia Internacional das Mulheres, a CUT-DF e os sindicatos cutistas fortalecerão a data com bandeiras que defendem a classe trabalhadora e seus direitos, o Estado soberano e lutam pelo fim de todas as violências contra as mulheres, inclusive as relacionadas ao mundo do trabalho. A deliberação foi feita na reunião do Coletivo de Mulheres da CUT-DF, nessa quarta-feira (5/2).

“Este 8 de março tem que ter a cara das mulheres trabalhadoras. As mulheres são as primeiras vítimas dessa política nefasta de Bolsonaro. Primeiro porque, estatisticamente, recebemos menos para realizar as mesmas tarefas que os homens. Logo, a escassez de direitos trabalhistas, os salários ainda mais minguados, atingirão em cheio nossas vidas. Depois, porque a política adotada prejudica e adoece todo mundo, e somos nós mulheres as responsáveis pelos cuidados com as pessoas da nossa casa”, explica a Secretária de Mulheres da CUT-DF, Thaísa Magalhães.

Para a vice-presidenta da CUT-DF, Meg Guimarães, a participação massiva dos sindicatos cutistas neste 8 de março reflete a importância da luta de classe como instrumento multisetorial. “A luta das mulheres trabalhadoras não está desvinculada da luta geral da classe trabalhadora. Afinal, somos todas e todos a classe trabalhadora. E é por isso que essa luta deve ser conjunta. Enquanto tivermos ataques a qualquer grupo da classe trabalhadora, estaremos todas e todos prejudicados”, afirma.

A participação das entidades sindicais da base da CUT e de outras centrais sindicais também foi aprovada na Plenária Nacional em Defesa dos Serviços Públicos Municipal, Estadual e Federal, das Empresas Estatais, do Brasil e dos Trabalhadores, realizada em novembro do ano passado. Além da CUT, construíram a atividade a CGTB, Intersindical, CSP-Conlutas e diversas confederações, federações e sindicatos que organizam as categorias do funcionalismo das três esferas.

Nessa Plenária Nacional, foi reforçado que a importância da construção do 8 de março no cenário nacional que culmina para o Dia Nacional de Paralisação Mobilização, agendado para 18 de março.

8 de março no DF e Entorno e Seminário de Formação

Reuniões para a construção do Dia Internacional das Mulheres no DF e Entorno vêm sendo realizadas desde o início do ano. Com a participação de diversas organizações do movimento social e sindical, entre elas a CUT-DF, o grupo decidiu que no 8 de março as mulheres se reunirão às 9h no Pavilhão do Parque da Cidade, onde estará sendo realizado o encontro de Mulheres do MST. De lá, elas seguirão em marcha até o Palácio do Buriti e, em seguida, até a Torre de TV. Lá, a atividade será encerrada com um festival de artes.

Como atividade preparatória, será realizado no próximo domingo (9/2) um Seminário de Formação – Pela Vida de Todas as Mulheres: contra o racismo, o machismo e o fascismo, lema escolhido para o 8 de março deste ano. A atividade será das 9h às 17h, no Cean (606 Norte). O seminário é gratuito e aberto ao público. Para se inscrever, acesse o link a seguir https://forms.gle/mmzzUo5qq3KyXeyH7

Fonte: CUT-DF

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