Garantia de dignidade é tema de reunião com novo secretário do Trabalho do DF

Pautas urgentes de categorias como entregadores por aplicativo, garis e trabalhadores no comércio e serviços foram apresentadas ao secretário do Trabalho do DF, Thales Mendes Ferreira, na tarde dessa segunda-feira (3/2). A demanda foi levada pela CUT-DF, entregadores por aplicativo e Federação dos Trabalhadores no Comércio (Fetracom). No encontro, o novo dirigente da pasta, empossado no último dia 21 de janeiro, disse que levará o quanto antes as reivindicações ao governador do DF, Ibaneis Rocha.

O presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues, lembrou que as empresas que dominam o mercado de aplicativos de serviços de entrega alimentícia são atualmente uma das principais empregadoras. Entretanto, os trabalhadores que atuam no seguimento não têm qualquer tipo de garantia trabalhista, sequer locais de apoio para utilizar nos períodos fora do horário dinâmico (quando há menos pedidos de entrega). “Eles não têm um espaço para coisas básicas, como beber água ou utilizar o banheiro, por exemplo. A pauta que trazemos aqui trata de dignidade”, denunciou o presidente da CUT-DF.

Representante da Fetracom, Raimundo Nonato lembrou que essa realidade é também compartilhada por categorias tradicionais, que inclusive têm direitos trabalhistas garantidos, como a dos trabalhadores da limpeza urbana. “Já tivemos caso de garis sendo expulsos de supermercados por estarem utilizando o banheiro”, disse.

Outro caso apontado pelo presidente da CUT-DF foi a necessidade de oferta de uma linha de crédito para os entregadores por aplicativo. “Muitas vezes esses trabalhadores não têm como fazer manutenção ou nem mesmo o conserto de suas motos ou bicicletas”, disse Rodrigo Rodrigues.

Presente no encontro com o secretário de Trabalho, o representante dos entregadores por aplicativo no DF, Pedro Mendes, fez um breve panorama da realidade da categoria. “A média de um salário nosso é de R$ 700 a R$ 1.000 mensais, com uma jornada de 12 horas diárias”, relatou. “Não dá pra dizer que é empreendedorismo”, completou o presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues.

Terceirizados

Outro ponto apresentado ao secretário do Trabalho do DF foi o constante atraso de pagamento de salários e benefícios para os trabalhadores terceirizados que atuam nos órgãos do GDF.

Também foram denunciadas as demissões em massa desses trabalhadores. Um dos últimos casos foi no final do ano passado, quando cerca de 700 garis perderam o emprego após mudanças nos contratos das empresas que prestam serviço de limpeza e conservação na capital federal. A situação só foi revertida após luta intensa do Sindlurb − entidade que representa a categoria.

Fonte: CUT-DF

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