Nota de repúdio às ações de Trump e Bolsonaro contra o povo cubano

Nesta quinta-feira (30), dirigentes da CUT-DF, PT-DF e lideranças de movimentos sociais receberam o embaixador de Cuba, Rolando Antonio Gómez Gonzáles, para reafirmar o apoio e a solidariedade a Cuba e ao povo cubano, que resistem ao bloqueio comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos. No encontro, realizado na sede da CUT-DF, foi entregue  à representação cubana uma nota que, entre outras questões, lembra que Brasil e Cuba enfrentam inimigos em comum.

Rodrigo Rodrigues, presidente da CUT-DF (à esquerda), e Rolando Antonio Gómez Gonzáles, embaixador de Cuba no Brasil

Leia a íntegra da nota:

Vivemos hoje na América Latina fortes ataques às democracias, principalmente aos países com políticas progressistas. Golpes, lawfare e outras tentativas de domínio do governo dos Estados Unidos são recorrentes em nossos países.

O bloqueio econômico protagonizado pelo governo norte-americano contra Cuba, intensificado por Trump, é mais um desses ataques, que agora conta com o apoio declarado do presidente brasileiro.

De acordo com o Sistema de Segurança Coletiva da Organização das Nações Unidas (ONU), o bloqueio econômico dos EUA contra Cuba é ilegal. A ONU aprovou, com 189 votos favoráveis, em novembro de 2018, Resolução que exige o fim do bloqueio econômico contra Cuba, imposto desde 1960 pelos Estados Unidos.

Esse bloqueio econômico tem como objetivo asfixiar a economia de Cuba, isolar o povo cubano e impedir a relação de Cuba com qualquer país, apenas para garantir o poder absoluto dos Estados Unidos sobre os países da América.

A declaração de apoio de Bolsonaro ao bloqueio econômico contra Cuba só tem explicação na sua submissão ao governo norte-americano, que tem como meta destruir a República de Cuba pela sua representação de resistência anticapitalista.

Exemplo dessa submissão aos EUA e sua obsessão por destruir Cuba foi a extinção do programa Mais Médicos. Imediatamente após assumir a Presidência do Brasil, Bolsonaro, com total irresponsabilidade, desconstruiu o programa Mais Médicos, chegando ao ponto de ofender os médicos cubanos que atuavam no Brasil.

A parceria entre Brasil e Cuba, construída durante os governos Lula e Dilma, que garantia que a saúde pública chegasse ao interior do país, foi desmantelada pelo governo Bolsonaro, que rescindiu o contrato entre o Brasil e a OPAS (Organização Panamericana de Saúde, da Organização Mundial de Saúde).

É importante ressaltar que a medicina cubana é referência mundial na formação humanista de seus profissionais, na qualidade do atendimento médico, nas inovações em medicamentos e em técnicas médicas.

A CUT, representante da classe trabalhadora, manifesta seu repúdio ao bloqueio econômico, ao desrespeito praticado por Bolsonaro e reafirma sua solidariedade ao povo cubano.

Brasília, 30 de janeiro de 2020.

Direção Estadual da CUT DF

1 comentário

  1. Só um governo com tamanho nível de irresponsabilidade como o do Bolsonaro pode atentar desse forma contra um país amigo da espoliada América Latina e contra a saúde dos pobres brasileiros. Aproveito para indicar um livro maravilhoso, que conta histórias emocionantes de pessoas atendidas pelos médicos do programa Mais Médicos: Branco Vivo, de Antonio Lino, Ed. Elefante, fotografias de Araken Alcântara. Imperdível!

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