Diversidade marca Seminário sobre Mulheres no Mundo do Trabalho; neste sábado (7)

Quando o debate realizado é sobre mulheres e as diversas questões as atinge, é preciso levar em consideração a pluralidade de histórias, possibilidades, vivências, disparidades e diferenças entre elas. Pensando nisso, a Secretaria de Mulheres Trabalhadoras da CUT Brasília convidou diversas organizações feministas do DF e do Brasil para o Seminário: As Mulheres no Mundo do Trabalho (veja lista abaixo). A atividade será neste sábado (7), das 13h às 18h, no Sindicato dos Bancários de Brasília. Haverá transmissão ao vivo pela página de Facebook da CUT, no endereço facebook.com/cutbrasiliaoficial/.

“O patriarcado, o capitalismo, o fascismo, o machismo ataca todas as mulheres. Entretanto, existem diferenças entre nós que agravam ainda mais questões relacionadas a salário, emprego, educação, saúde e uma série de questões. É preciso que tenhamos consciência disso para poder fazer a luta feminista. Enquanto uma mulher que seja sofrer qualquer tipo de violência, estaremos todas oprimidas”, afirma a secretária de Mulheres Trabalhadoras da CUT Brasília, Thaísa Magalhães.

Ao mesmo tempo em que se apresenta como ferramenta de formação, planejamento e organização, ações necessárias para fazer o enfrentamento à violência contra as mulheres, o seminário também dialoga com o interesse do capitalismo em manter os vários tipos de violência contra estas no mundo do trabalho.

“A violência contra as mulheres não está desvinculada do sistema capitalista, e interessa muito ao mercado econômico. Esse sistema joga o salário das mulheres, principalmente das mulheres negras, pra baixo; coloca as mulheres trans no mercado informal. E isso gera ainda mais lucro. E embora o patriarcado seja mais antigo que o capitalismo, a lógica de manutenção das violências às mulheres e a desigualdade de gênero servem e muito para o aumento dos lucros de mercado”, explica Thaísa Magalhães.

O Seminário As Mulheres no Mundo do Trabalho é parte das ações que compõem a campanha 21 Dias de Ativismos Feministas pelo Fim das Violências Contra as Mulheres. O evento é gratuito e as inscrições podem ser feitas aqui.

Conheça as organizações que participarão do Seminário

Contag
A Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag) foi fundada em 20 de dezembro de 1963. A entidade sindical luta pelos direitos de mais quase 16 milhões de mulheres do campo e da floresta, que são agricultoras/es familiares, acampadas/os e assentadas/os da reforma agrária, assalariadas/os rurais, meeiras/os, comodatáriasos, extrativistas, quilombolas, pescadoras/es artesanais e ribeirinhas/os.

Coturno de Vênus
Fundada em agosto de 2005, a Coturno de Vênus – Associação Lésbica Feminista de Brasília é uma organização não governamental, com diretoria colegiada, composta por ativistas lésbicas e feministas. Além de ser lesbofeminista, o Coturno de Vênus também se autodesigna antirracista, anti-LGBTIfóbica, atigordofóbica e anticapacitista. A proposta da Associação é, a partir do diálogo, da troca e da formação, combater o machismo e a misoginia (ódio ou aversão às mulheres), romper com os padrões impostos às mulheres, cultivando o respeito e a autonomia das mulheres e promovendo a visibilidade lésbica.

CUT
Fundada em 1983, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) é uma organização sindical brasileira de massas, em nível máximo, de caráter classista, autônomo e democrático, cujo compromisso é a defesa dos interesses imediatos e históricos da classe trabalhadora. No mesmo ano, começa também a história das mulheres na CUT, quando mulheres rurais, das águas e das florestas trouxeram contribuições enquanto trabalhadoras para construir um movimento com autonomia e liberdade sindical.

A formalização da organização das mulheres ocorreu com a aprovação da criação da Comissão Nacional Sobre a Questão da Mulher Trabalhadora (CNMT) no 2º Congresso Nacional da CUT (CONCUT), em 1986, a partir da necessidade de enfrentar a realidade e a discriminação no cotidiano no trabalho, na sociedade e no movimento sindical, e de inserir as demandas da mulher trabalhadora na plataforma da Central. Após 17 anos de organização das mulheres no âmbito sindical, foi criada, em 2003, a Secretaria Nacional sobre a Mulher Trabalhadora – SNMT, durante o 8º Congresso Nacional da CUT – CONCUT.

Fenatrad
A Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (Fenatrad) é uma associação formada por 22 sindicatos e mais uma associação. Ela representa uma categoria formada por, aproximadamente, 7,2 milhões de trabalhadoras e trabalhadores domésticas, sendo que a categoria é formada majoritariamente por mulheres negras. A principal luta da Fenatrad é a garantia de direitos iguais às demais categorias de trabalhadoras/es, como carteira assinada, férias remuneradas, FGTS, jornada de trabalho fixa e outras questões.

MMM
A Marcha Mundial das Mulheres no Brasil foi criada no ano 2000, a partir da organização das mulheres da CUT. Atualmente, a MMM está organizada em 20 estados país. A Marcha tem como um dos princípios a luta em prol do conjunto das mulheres, considerando não apenas uma “dimensão de classe, mas também as outras formas de opressão e discriminação com que vivem as mulheres, como é a questão da opressão racial, da sexualidade e de geração”. Diante disso, a MMM luta também pelo fortalecimento de espaços coletivos das mulheres, construindo alianças com movimentos sociais, prezando pela solidariedade e internacionalismo, no enfrentamento ao capitalismo patriarcal, racista e lesbobifóbico. Uma das marcas da MMM é o uso da música e da batucada nas ações de rua.

Pretas Candangas
O Pretas Candangas é um coletivo de mulheres negras do DF, formado em setembro de 2011, a partir do Fórum de Mulheres Negras do DF. Sua composição comporta mulheres que militam em outros grupos, como o Enegrescer, a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial e o Nosso Coletivo Negro. O Pretas Candangas busca o fortalecimento mútuo das mulheres negras, a partir de uma militância coerente com suas histórias de vida e possibilidades de atuação, debruçando-se sobre o racismo e traçando estratégias para afrontá-lo a partir, também, da ocupação dos diversos espaços por mulheres negras.

Sinpro-DF
O Sindicato das/os Professoras/es do DF (Sinpro-DF) é uma organização sindical filiada à CUT. A missão do Sinpro-DF é lutar pelos direitos e avançar em conquistas para professoras e professores da rede pública de ensino do DF, valorizando a educação pública e de qualidade como ferramenta de emancipação. A categoria é formada majoritariamente por mulheres.

Fonte: CUT Brasília, com informações das organizações participantes

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