Em greve, trabalhadores da CEB decidem rumos do movimento em assembleia nesta quarta (4)

Na manhã desta terça-feira (3), antes do início da assembleia que marcou o primeiro dia de greve das/os trabalhadoras/es da CEB, a direção da empresa convocou a comissão de negociação que representa a categoria para mais uma reunião. O encontro, no entanto, teve resultados insuficientes para que o movimento grevista, iniciado a zero hora desta terça, fosse suspenso.

Diante do impasse, outro encontro entre representantes das/os trabalhadoras/es e representantes da empresa será realizado ainda na tarde desta terça, e nova assembleia com a categoria foi agendada para esta quarta-feira (4), às 9h, em frente à sede da CEB SIA.

O diretor do Sindicato dos Urbanitários (STIU-DF) João Carlos lembra que a greve foi aprovada no último dia 27 de novembro, após inúmeras tentativas do Sindicato em negociar. Segundo ele, a categoria tem se mostrado “madura” neste processo de campanha salarial, considerando as consequências de uma conjuntura socioeconômica difícil. “Em um conjunto de 53 cláusulas, a categoria já cedeu muito, mas entende que alguns desses pontos têm que ser preservados, porque houve uma história de luta e de dignidade do trabalhador. A gente sabe da implicação do contexto, mas não podemos dobrar os joelhos diante de uma imposição de derrota durante o processo negocial”.

Um dos principais pontos disputados pelos trabalhadores é a cláusula que trata da participação nos lucros e resultados (PLR). “Ela está muito mal escrita, muito confusa. E se a gente não consertar essa cláusula, ela pode acabar se transformando em um regulamento de letra morta”, explica João Carlos. De acordo com ele, outros direitos históricos da categoria também podem ser atingidos a partir de uma formulação viciada do novo ACT, como o tíquete natalino e o quinquênio (adicional de 5% sobre o salário a cada 5 anos trabalhados).

O secretário de Administração e Finanças da CUT Brasília, Whashington Domingues Neves, que esteve presente na assembleia desta terça (3), afirma que o único caminho para driblar os ataques aos direitos trabalhistas é a unidade e a mobilização. “É importante que cada trabalhador e cada trabalhadora de CEB esteja inserido no movimento, participando das ações chamadas pelo STIU. Isso mostra força da categoria. Nós da CUT Brasília também estamos juntos nessa luta, contra qualquer retirada de direitos”, afirma.

De acordo com o STIU-DF, cerca de 70% do quadro de funcionários da CEB aderiu à greve.

Fonte: CUT Brasília

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