Bombeiros civis se mobilizam em defesa da aposentadoria especial

A aposentadoria especial dos bombeiros civis, mais uma vez, está ameaçada. Tramita na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal o Projeto de Lei Complementar (PLP 245/2019) que regulamenta a aposentadoria especial, restringindo-a a algumas categorias.

De autoria do senador Eduardo Braga (MDB-AM), o PLP prevê o modelo de aposentadoria a trabalhadores “cujas atividades sejam exercidas com efetiva exposição a agentes nocivos químicos, físicos e biológicos prejudiciais à saúde”. A lista abrange os vigilantes, mineiros de subsolo, trabalhadores que lidam com amianto, explosivos, e armamentos. No entanto, os bombeiros civis − que atuam diariamente em situações altamente perigosas, colocando, inclusive, suas vidas em risco − não são mencionados no texto.

Pelas regras da aposentadoria especial, os bombeiros contribuiriam por 25 anos atuando na atividade de bombeiro civil, podendo, inclusive, mesclar essas esse período em atividades que têm periculosidade.

Já com o PLP, a categoria será inserida, novamente, na regra geral. Nesse modelo, os homens se aposentam com, no mínimo, 65 anos de idade e 40 anos de contribuição para receber o valor integral do benefício; e as mulheres se aposentam aos 62 anos de idade com 35 anos de contribuição.

Mobilização

No decorrer dos debates da nefasta reforma da Previdência, por meio da luta encabeçada pelos trabalhadores vigilantes, pelo deputado distrital Chico Vigilante (PT-DF) e pelo senador Paulo Paim (PT-RS), os bombeiros e outras categorias foram inseridos no grupo aptos a receberem a aposentadoria especial. Na avaliação do presidente do Sindicato dos Bombeiros Civis do DF (SindBombeiros), Felipe Araújo, foi uma grande conquista, tendo em vista o trabalho desenvolvido pela categoria.

“Em um incêndio, enquanto todo mundo corre para sair, a gente entra para tentar resgatar, salvar. E a gente não usa elevador. Vamos de escada. Agora, imagine um bombeiro civil, aos seus 63 anos, subir oito andares de escada para socorrer uma vítima com 80,90 kg e descer todos esses andares com ela no pranchão? Com a baixa rotatividade, a brigada de incêndio vai envelhecer junto. Dessa forma, não teremos condições de prestar um serviço que é esperado da gente”, afirmou.

Em vídeo postado nas redes sociais do SindBombeiros, Araújo convocou a categoria para a luta e ressaltou a importância da unidade neste momento. Ele apontou ainda a necessidade de que os bombeiros de outros estados pressionem os seus senadores.

“É hora de cada bombeiro civil do Brasil cobrar do seu senador, ligando em seu gabinete e pedindo a ele que oriente o senador Eduardo Braga a não cometer essa injustiça. Nós, do Sindicato dos Bombeiros Civis de Brasília junto com a Confederação do Comércio e Serviços já pedimos uma audiência com o senador Braga. Convidamos todos os sindicatos que representam os bombeiros civis em outros estados a se juntarem a nós nessa luta. Juntos somos cada vez mais bombeiros civis”, ressaltou.

Fonte: CUT Brasília

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