União e luta dos bancários barram aumento da jornada e trabalho aos sábados

A forte reação da categoria bancária, com união, organização e disposição para a luta, quebrou o ímpeto dos banqueiros e das direções dos bancos públicos para a aplicação das medidas previstas na Medida Provisória (MP) 905/2019 ao arrepio da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), já arraigada na categoria também como Convenção Nacional dos Bancários.

Em negociação com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) nesta terça-feira (26), o Sindicato e demais entidades que compõe o Comando Nacional dos Bancários apresentaram e asseguraram aprovação de aditivo à CCT com garantia de manutenção da jornada diária de 6h, de segunda a sexta-feira, e de continuidade da negociação da PLR com os sindicatos.

A aplicação dos dispositivos da MP 905 fica suspensa, e o prazo de vigência das garantias estabelecidas pelo aditivo será definido em novas negociações.

“Houve forte resistência dos banqueiros, que queriam a todo custo nos impor a MP 905 e a consequente quebra da nossa Convenção Nacional, mas falou mais alto a pronta resposta do Sindicato com manifestações nos locais de trabalho, com protestos públicos e com ações junto ao Congresso, numa forte demonstração de disposição de luta em defesa dos direitos e das conquistas históricas da categoria bancária”, destaca o presidente do Sindicato, Kleytton Morais.

A mobilização pela jornada de 6h e contra o trabalho aos finais de semana movimentou toda a categoria bancária e suas representações sindicais, por todo o país, expressando a sua unidade nacional. Em Brasília, a reação materializou-se em contatos diretos dos dirigentes sindicais com os trabalhadores nos locais de trabalho, em reuniões nas agências e unidades, em discussões com parlamentares e nas ações debatidas e encaminhadas pela plenária de bancários de bancos públicos e privados, convocada pelo Sindicato para o dia 19 de novembro, na Praça do Cebolão.

No dia 21 de novembro, o Sindicato realizou protestos no Edifício Banco do Brasil, no Matriz III da Caixa e no Edifício Brasília do BRB, em sintonia com as ações do Dia Nacional de Luta convocado pelo Comando Nacional dos Bancários para aquele dia. Reuniões para esclarecimentos acerca da MP 905 e ações de mobilização tiveram sequência em agências e unidades dos bancos púbicos e privados.

Mobilização permanente

Em nova plenária, nesta quarta-feira (27), na sede do Sindicato, os bancários de Brasília apontaram como estratégia de enfrentamento aos ataques à categoria a intensificação de ações em defesa dos direitos consagrados pela CCT e contra a marcha da privatização nos bancos públicos com venda de ativos, destruição dos planos de saúde, redução de quadros de pessoal e eliminação de suas funções sociais.

“A defesa da CCT, nas circunstâncias atuais, requer que a categoria esteja em estado permanente de mobilização, não só para a derrubada definitiva da MP 905, mas também para o combate às demissões, ao fechamento de agências, à imposição de metas abusivas e de horas extras sem remuneração, entre outras diversas formas de ataques que os banqueiros implementarão no próximo período, especialmente na renovação da nossa Convenção Nacional, lá em agosto. Temos que estar preparados para essa longa jornada de enfrentamentos”, frisa Rosane Alaby, secretária de Estudos Socioeconômicos do Sindicato.

No âmbito dos bancos públicos, a luta contra a sanha privatista do atual governo será também incessante, com o Sindicato dos Bancários de Brasília assumindo importante papel na articulação de ações comuns com as representações de trabalhadores de outras estatais igualmente ameaçadas. “Faremos os enfrentamentos nos bancos, com protestos e denúncias à sociedade, e manteremos foco também nas ações junto ao Congresso Nacional, onde muitas das questões podem ser decidias”, explica Antonio Abdan, secretário de Relações com a Comunidade do Sindicato.

Fonte: Sindicato dos Bancários de Brasília

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