Gestão democrática: a resistência na democracia se aprende nas escolas

Nesta quarta-feira (27), 683 escolas da rede pública de ensino do DF realizarão eleições para escolher diretores/as e vice-diretores/as. O processo, garantido pela Lei da Gestão Democrática, é resultado da luta da categoria, e permite que a comunidade escolar (professores/as, estudantes e responsáveis) decida quem administrará as unidades escolares.

“A gestão democrática vai muito além da eleição direta de diretores e vices. Ela fortalece a democratização das relações nos espaços públicos, baseando-se em uma compreensão cidadã da gestão da coisa pública”, afirma Bernardo Fernandes Távora, diretor do Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF).

Ele explica que “democratizar não passa simplesmente pela busca da eficiência, como é preconizado pelo neoliberalismo, mas pela formação de uma cultura política sólida, que se baseia na construção de relações cada vez mais democráticas na esfera pública e com investimentos públicos nos setores sociais que, hoje, o neoliberalismo quer transformar em mercadoria”.

Segundo a Secretaria de Educação, em 550 unidades escolares, as eleições acontecem com chapa única. Em 103 escolas, duas chapas disputam o pleito. Outras seis escolas terão 3 chapas concorrentes. E em um colégio, as eleições serão realizadas com quatro chapas.

Nas unidades escolares que não tiverem candidatos/as, os gestores serão indicados pela Secretaria de Educação, que convocará novas eleições em 180 dias. Caso não haja candidatos novamente, os indicados permanecerão até o fim do mandato.

Fonte: CUT Brasília, com Sinpro-DF

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