Lula Livre | A luta não acabou

Com a liberdade de Lula, um novo capítulo da história do Brasil se iniciou. E, nesse processo, a CUT, demais centrais e os movimentos sociais têm papel fundamental na luta pela retomada dos direitos retirados com o golpe e com os projetos antipovo dos governos pós-golpe. Foi o que sinalizou a plenária em comemoração à saída do maior líder popular que ficou preso injustamente por 580 dias na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

A atividade aconteceu nessa sexta-feira (8), após encerramento do 14º Congresso Estadual da CUT Brasília (CECUT), no Sindicato dos Bancários.  “Hoje, dia 8 de novembro, é um dia histórico para a classe trabalhadora. Uma árdua luta de 580 dias. Vimos chegar ao fim a prisão injusta e Lula. Hoje, Lula está livre. Mas nossa luta não acabou. Agora, a classe trabalhadora precisa se organizar para continuar avançando na conquista dos seus direitos e para que consigamos retomar aquilo nos foi tirado com o golpe”, disse Rodrigo Rodrigues, presidente da CUT Brasília.

O evento contou com a participação de parlamentares do campo progressista, representantes sindicais e de movimentos sociais, além de delegadas/os do 14º CECUT. A deputada federal Erika Kokay (PT-DF) destacou que a classe trabalhadora tem consciência do que Lula representa ao povo brasileiro. Ela assinalou ainda que essa consciência é compartilhada por aqueles que querem vê-lo preso injustamente.

“Quando eles prenderam o Lula porque não tinham como disputar com ele, com o que ele representa. Lugar fala do lugar de quem presidiu esse país e desenvolveu um projeto para ele. Fala do lugar de quem já passou fome e sabe a dor e a delícia que é ser brasileiro. Portanto, é um dia que tem um simbolismo grande”, disse.

Repercussão internacional

A liberdade de Lula, para além do Brasil, casou alvoraço em outras partes do mundo. Prova disso é que o assunto foi amplamente divulgado pela mídia internacional. Autoridades e representações políticas de todo o mundo também comemoram sua saída da prisão.

O presidente eleito na Argentina, Alberto Fernández, por exemplo, publicou em sua conta no Twitter que se comove com “a força de Lula para enfrentar a perseguição de um processo judicial arbitrário ao qual foi submetido”. Já o presidente da Venezuela, Nícolas Maduro, escreveu nas redes sociais que “é uma noticia para o coração do povo”.

A coordenadora do Comitê Lula Livre em Brasília, Maria Fernanda, lembrou que foi realizado um grande trabalho fora do país para que o mundo soubesse da injustiça que estava sendo cometida pela Justiça brasileira. Segundo ela, apenas em Cuba, foram recolhidas mais de 2 milhões de assinatura para um abaixo-assinado contra a prisão de Lula.

“O povo cubano ansiava a liberdade de Lula, pois ele é um companheiro, um amigo e um irmão. Pois eles reconhecem a importância de manter a unidade contra todas as correntes de neoliberalismo e imperialismo que atacam nossos povos”, afirmou o representante da embaixada de Cuba.

Fonte: CUT Brasília

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