POR SOBERANIA, DIREITOS E EMPREGO | Ato do dia 30 é destaque de plenária da CUT Brasília

Os dez meses do governo Jair Bolsonaro (PSL) trouxeram uma série de retrocessos para o povo brasileiro, e a expectativa é que essa avalanche neoliberal continue no próximo ano, ganhando contornos ainda mais profundos. Em plenária sindical da CUT Brasília nesta terça-feira (22), o novo presidente da CUT Nacional, Sérgio Nobre, afirmou que a luta da classe trabalhadora é o instrumento mais eficiente para embarreirar a destruição do Brasil, e lembrou que o ato em defesa da soberania, dos direitos e do emprego, agendado para o dia 30, deve ser uma das demonstrações disso.

A atividade, que terá concentração às 9h, no Teatro Nacional, é o primeiro ato nacional convocado após o 13º Congresso Nacional da CUT, que, diante de uma conjuntura letal para a classe trabalhadora e para o povo, traz como centro do debate a organização sindical e a defesa dos direitos.

“Precisamos marcar o dia 30 dizendo que não aceitamos privatização das nossas estatais”, disse o presidente da CUT Nacional. Segundo ele, embora as dificuldades presentes e crescentes, “não podemos deixar de fazer a resistência”. “É um momento difícil, mas são nesses momentos que a gente dá os grandes saltos.”

Sérgio Nobre, presidente da CUT Nacional

Durante a plenária sindical da CUT Brasília, o novo presidente da CUT Nacional ainda avaliou que a estratégia dos sindicatos que organizam a classe trabalhadora não pode ficar restrita aos locais de trabalho, mas deve também “chegar às feiras, praças, ruas”. “A greve dos trabalhadores é muito importante para impedir a privatização das estatais, mas temos que fazer a sociedade entender que essas empresas são instrumento de defesa do povo”, disse Nobre, que frisou: “só ganhando a opinião pública para nosso projeto que vamos derrotar o governo Bolsonaro”.

Organização sindical

Na plenária sindical desta terça-feira (22), Sérgio Nobre destacou a pretensão do governo federal em realizar uma reforma sindical que tem objetivo de desmoronar a estrutura da organização da classe trabalhadora existente no Brasil. O presidente da CUT Nacional lembrou que o governo federal criou um grupo de “altos estudos”, o Gaet, formado por entusiastas da reforma trabalhista e representantes das organizações empresariais, para discutir mudanças na legislação trabalhista, com foco na estrutura sindical, especificamente na unicidade sindical.

“Nós da CUT nascemos defendendo liberdade sindical, mas essa liberdade tem que produzir sindicatos amplos, representantivos, fortes”, explica Sérgio Nobre. Segundo ele, o Gaet já afirmou que vai apresentar um projeto do fim da unicidade sindical e vai levá-la ao Congresso até o final de novembro.

Para o presidente da CUT Nacional, a decisão do governo Jair Bolsonaro de pautar a reforma sindical não mostra apenas suas intenções em tentar enfraquecer a organização da classe trabalhadora, mas também sua falta de compromisso com o povo brasileiro. “Nosso tema não tem que ser estrutura sindical, mas democracia, soberania, emprego, salário. O povo não come estrutura sindical, quer comida na mesa”, diz Nobre.

Fonte: CUT Brasília

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