Brics Sindical aprova pontos urgentes para o mundo do trabalho, democracia e direitos

Desde segunda (16), representantes das centrais sindicais dos países que compõem o BRICS −  África do Sul, Brasil, China, Índia e Rússia − estão reunidos em Brasília para discutir o futuro do mundo do trabalho. Os primeiros dias foram destinados para a discussão sobre o futuro do trabalho com direitos e empregos.

Do debate, foi retirado um documento que, entre outros pontos, destaca que a participação dos atores sociais é essencial na  construção de políticas que diminuam o impacto das mudanças no mundo do trabalho. O evento estende-se até a sexta (20), onde os sindicalistas se reunirão com ministros do Trabalho dos BRICS.

A declaração  afirma que “a conjuntura atual é marcada por profundas desigualdades e a dimensão social está claramente em declínio”. O texto aponta ainda que a predominância do emprego informal na maioria dos países que compõe o BRICS é um dos maiores desafios a ser combatido. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), hoje, cerca de 60% da população ativa mundial está no setor informal. Desse número, a maioria é mulher.

De acordo com a declaração, soma-se a esse cenário preocupante o intenso processo de inovação tecnológica, que fomenta o crescimento das modalidades individualizadas e precárias de trabalho.  O documento sinaliza também preocupação com a juventude que, diante das mudanças no mundo do trabalho, estão com suas perspectivas  comprometidas.

Por fim, o texto destaca que as mudanças no mundo do trabalho não podem comprometer os direitos da classe trabalhadora. Para os países que compõem o BRICS ” a promoção dos direitos dos trabalhadores é um elemento essencial para a obtenção de um crescimento inclusivo e sustentável, com foco na liberdade de associação e no reconhecimento efetivo do direito à negociação coletiva como direitos facilitadores”.

Leia o texto completo aqui. 

Fonte: CUT Brasília

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