Trabalhadores dos Correios no DF realizam ato em frente ao Ministério da Economia, segunda (16)

O Ministro da Economia, Paulo Guedes, é o principal porta-voz da proposta de privatização das empresas estatais, principalmente os Correios. Para tentar justificar a venda do patrimônio do povo, ele vem atacando os trabalhadores, comparando-os a uma “nuvem de gafanhotos que passa e não deixa nada”, remetendo aos problemas financeiros do fundo de pensão Postalis. Como resposta, os trabalhadores dos Correios no DF, em greve desde o último dia 10, realizarão ato em frente ao Ministério da Economia, nesta segunda-feira (16), às 9h30.

“Ele (Paulo Guedes) deveria pensar duas vezes antes de falar sobre os trabalhadores dos Correios e do nosso fundo de pensão. Se tem alguém que está sendo investigado e tem que responder por fraudes e ações temerárias em fundos de pensão, não somos nós. Quem se comporta como uma praga é esse governo, que acaba com tudo, com a Previdência Social, com os direitos trabalhistas, com a legislação ambiental”, disse a presidenta do Sintect-DF, Amanda Corcino, na assembleia de deflagração de greve da categoria.

Assembleia

Na terça-feira (17), os trabalhadores dos Correios realizarão assembleia para discutir os rumos do movimento grevista. A atividade será às 19h, em frente ao prédio sede dos Correios, no Setor Bancário Norte.

Em audiência de conciliação realizada no Tribunal Superior do Trabalho, no último dia 12, após pedido de dissídio coletivo por parte da ECT, o ministro relator Mauricio Godinho Delgado pediu a suspensão da greve e manutenção do acordo coletivo até a data do julgamento, marcada para 2 de outubro.

Segundo o dirigente do Sintect-DF (sindicato que representa a categoria) Jovan Sardinha, cerca de 80% dos trabalhadores dos Correios no DF estão parados. “Estamos otimistas. A greve está forte e nós continuaremos mobilizando a categoria”, afirma.

Com o fim da ultratividade, consequência da reforma trabalhista, os trabalhadores dos Correios em todo Brasil estão sem a garantia do cumprimento das cláusulas sociais e econômicas previstas no Acordo Coletivo de Trabalho. A data base da categoria é no dia 1º de agosto, entretanto, por intermédio da Justiça, foi garantido uma prorrogação do ACT até o dia 31 do mesmo mês. Diante da inflexibilidade da direção dos Correios e o consequente impasse nas negociações, a Justiça novamente ofereceu um outro prazo de mais 30 dias de vigência do ACT. Entretanto, houve recusa dos patrões.

“Vazaram alguns documentos da empresa que orienta a redução de benefícios e adicionais, redução no pagamento do tíquete, redução do percentual de hora-extra, redução no adicional de trabalho em fins de semana e adicional noturno”, denunciou a presidenta do Sintect-DF, Amanda Corcino.

Além da pauta específica, os trabalhadores dos Correios estão em greve nacionalmente contra a privatização da estatal, essencial para a realização de políticas públicas e para a economia do país.

Fonte: Vanessa Galassi, da CUT Brasília

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