DF grita junto com o Brasil em defesa do povo e contra Bolsonaro

De preto, manifestantes do Distrito Federal foram às ruas da capital neste 7 de setembro por justiça, liberdade, democracia, educação pública, por Lula Livre, contra a reforma da Previdência e em defesa da Amazônia. Esse foi o 25º Grito dos Excluídos. Historicamente estruturado para denunciar a desigualdade social, o ato que nesta edição adotou o lema “Este sistema não vale!” foi realizado diante de uma conjuntura de retirada de direitos e extinção de políticas públicas.

A cor escolhida para estampar as camisetas de quem protestava, além de ser um contraponto ao chamado do presidente Jair Bolsonaro, que pediu que o povo fosse às ruas de verde e amarelo no Dia da Independência, também representou o luto da sociedade diante das políticas antipovo do ultraliberal.

“A Independência do Brasil depende da classe trabalhadora. Desde que não haja fome, não haja desemprego e que todos e todas estejam em segurança. O governo não tem um projeto para o Brasil. Seu projeto não atende os anseios da classe trabalhadora. Não foi feito pelo povo e para o povo”, destacou Edineide Rocha, do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).

Já a estudante e integrante do Levante Popular da Juventude (um dos movimentos que integrou a organização do Grito) Kayte Ellen, acredita que “o povo nas ruas hoje representa resistência contra tudo o que Bolsonaro impõe para os brasileiros”. “Estamos nas ruas de preto, porque estamos de luto. Resistiremos”, concluiu.

A mesma compreensão foi compartilhada pela deputada federal Erika Kokay (PT-DF) que, em seu discurso no carro de som, afirmou que essa harmonia deve ser constante.

“O nosso verde e amarelo não pode ser o verde e amarelo que vai ser pisoteado pelos interesses estadunidenses. O nosso verde e amarelo está na pele, no corpo e no coração para dizer que o nosso compromisso é com a soberania nacional. E nossa soberania não será construída se não houver valorização das nossas estatais”, disse.

O Grito

O Grito dos Excluídos é um conjunto de manifestações que ocorre todos os anos, desde 1995, em diversos estados, no decorrer da semana da Independência do Brasil. Os manifestos, que compreendem atos públicos, marchas, seminários, debates e outros, têm o objetivo de dar visibilidade aos excluídos da sociedade, denunciando os dispositivos de exclusão e propondo formas alternativas para se alcançar um ambiente social mais inclusivo.

Fonte: CUT Brasília | Fotos: Allen Mesa

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