Dirigentes CUTistas ressaltam importância da organização sindical em sessão solene sobre o Dia Nacional do Vigilante

O dia 20 de junho marca o Dia Nacional do Vigilante. Nos últimos anos, após o golpe de 2016, a data vem se tornando um marco de resistência da categoria, que se configura como uma das mais afetadas com as políticas nefastas implantadas pelos governos reacionários e ultraliberais. Em sessão solene na Câmara Legislativa do DF, realizada nessa segunda-feira (17) a pedido do deputado distrital Chico Vigilante (PT), dirigentes da CUT Brasília ressaltaram que a ferramenta mais sólida para enfrentar os ataques contínuos é a organização sindical.

“O Sindicato dos Vigilantes do DF tem mais de 30 anos de luta e já garantiu uma série de conquistas para a categoria. Hoje, a maioria desses direitos vêm sendo ameaçados pelo governo Bolsonaro, que insiste em precarizar as relações de trabalho ainda mais. Uma das provas disso é a reforma da Previdência, que acaba com a aposentadoria especial da categoria, desconsiderando todo o risco e insalubridade constates no dia a dia de cada trabalhador e cada trabalhadora vigilante. Por isso, mais que nunca, a categoria precisa estar unida e forte, além de termos como princípio a solidariedade de classe, para impedir o retrocesso”, disse o presidente da CUT Brasília, Rodrigo Britto.

Rodrigo Britto, presidente da CUT Brasília

Já o secretário de Administração e Finanças da CUT Brasília, Julimar Roberto, que também é presidente da Contracs (confederação que representa os trabalhadores do ramo do comércio), lembrou que tais ataques iniciaram ainda na gestão ilegítima de Michel Temer. “Com a reforma trabalhista, os trabalhadores vigilantes tiveram uma série de problemas na hora de fechar as Convenções Coletivas. Dois processos foram para dissídio diante da inflexibilidade dos patrões, que estão respaldados pela tal reforma. Mas mesmo assim, com a força do sindicato e da organização classista, os vigilantes continuam firmes na defesa de seus direitos. E não podemos descansar: temos que estar cada dia mais fortes”, avaliou.

Julimar Roberto, secretário de Administração e Finanças da CUT Brasília e presidente da Contracs

O presidente do Sindicato dos Vigilantes, Paulo Quadros, falou de seu orgulho de coordenar a entidade sindical, juntamente com o restante da direção, e alertou para a essencialidade da unidade da categoria. “O Sindicato dos Vigilantes é um sindicato que não se curva, não se ajoelha e não foge da luta. É um sindicato que tem a solidariedade de classe como princípio. Houve momentos muito difíceis, mas nós sempre conseguimos. Quero alertar que está vindo a data-base de 2020, e é momento de fortalecer a união. Para mantermos o que temos hoje, precisamos de muita unidade. Se a gente não for pra cima dos empresários que só querem lucro, nós não vamos sair vitoriosos”, disse durante a sessão solene dessa segunda (17).

A importância da independência da organização sindical, uma dos pilares da CUT, também foi ressaltada na atividade em homenagem ao Dia Nacional do Vigilante. Quem fez a fala foi o deputado Chico Vigilante, que presidiu o Sindicato dos Vigilantes desde sua fundação, em 1986, até os anos 1990. “Desde sempre, o nosso sindicato aposta na luta direta dos trabalhadores, na independência do movimento sindical e não aceitando nenhum tipo de conchavo ou negociata com os patrões. Foi a partir de muitas lutas que conseguimos o reconhecimento como profissão e, hoje, somos profissionais da segurança privada, não mais guardinhas ou vigias”, lembrou.

Além de dirigentes sindicais, também participaram da sessão solene em homenagem ao Dia dos Vigilantes parlamentares e magistrados.

Fonte: CUT Brasília | Fotos: página facebook Chico Vigilante

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