Em greve, professores do Novo Gama vão à Câmara Municipal tentar reverter o fim da jornada ampliada

Os professores das escolas públicas do Novo gama (GO) continuam de braços cruzados. Diante da inflexibilidade da prefeitura e sem qualquer solução para o impasse, a categoria completa quase um mês em greve. A mobilização é contra o fim da jornada ampliada, um direito histórico do magistério.

De acordo com o presidente do Sinpro NG – sindicato que representa a categoria -, Francisco de Assis, nesta terça (18), mais uma vez, os docentes irão à Câmara Municipal  tentar reverter os efeitos da Portaria 69/2019, que pôs fim ao benefício.

Assis explica que, além da intransigência  da própria prefeita do município, Sônia Chaves (PSDB), alguns vereadores têm se mostrado bastante inflexíveis quanto à pauta dos professores. Porém, ele destaca que os docentes estão mobilizados e conscientes da necessidade da mobilização. “Vamos continuar de braços cruzados até que seja apresentada uma solução favorável aos professores. Já conseguimos impedir o fim da jornada uma vez e não desistiremos”, disse.

Entenda o caso

A jornada foi extinta em 10 de maio, por meio da portaria 69/2019. A justificativa da prefeitura é de que não há verbas para arcar com as supostas despesas geradas pelo modelo de trabalho, garantido em lei e conquistado após uma greve de 71 dias, realizada em 2014.

Pelo modelo, a escola funciona cinco horas no turno matutino e mais cinco no turno vespertino. O docente trabalha cinco horas na sala de aula em um dos turnos e o tempo restante é destinado à coordenação e ao planejamento das aulas, totalizando 40 horas semanais. Com a extinção da jornada ampliada, o professor ficaria com as oito horas destinadas apenas à sala de aula, trabalhando em duas turmas e em dois horários distintos.

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Fonte: CUT Brasília

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