Parlamentares, movimentos sociais e entidades sindicais se unem em defesa dos bancos públicos

O Brasil viveu um período de ascensão econômica nos governos de Lula e Dilma, que deram ao bancos públicos protagonismo na promoção de políticas públicas e de programas sociais. De lá pra cá, com a atuação de governos ultraliberais, o cenário político-econômico deu uma reviravolta, e essas instituições passaram a ser alvo de privatização.

Mesmo com todas as investidas para entregar o patrimônio público à iniciativa privada, vários segmentos da sociedade se mobilizam para barrar mais um retrocesso. Nesse sentido, nesta quarta (8), a Câmara dos Deputados lançou a Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos, um instrumento que será fundamental nos enfrentamentos dentro e fora da Casa.

A ação conta com participação de mais de 200 parlamentares de 23 partidos. A Central Única dos Trabalhadores esteve presente na atividade e reafirmou seu compromisso na luta.

“Ao defender os bancos públicos, estamos defendendo também o sonho de cada cidadão e cada cidadã desse país. Com certeza, cada trabalhador almeja algo para si e para sua família. E, na iniciativa privada, muitas vezes, as portas se fecham”, avaliou o presidente da CUT Brasília, Rodrigo Britto.

Rodrigo Britto, presidente da CUT Brasília (Segundo da direita para a esquerda)

O dirigente aproveitou a oportunidade para lembrar da Greve Geral do dia 14 de junho chamada pela CUT e demais centrais. “Defendemos as empresas públicas e somos contra a entrega do patrimônio do povo brasileiro ao capital privado. É por isso que no dia 14 de junho os trabalhadores de todo o país irão parar suas atividades. Juntos, iremos construir a maior greve geral da história desse país”, disse.

Função social e econômica

Para a deputada federal Erika Kokay (PT-DF), que também é trabalhadora bancária, a Frente tem o papel de “mergulhar na agenda legislativa e fazer os enfrentamentos necessários”.

Segundo a parlamentar, os bancos públicos desempenham uma função social que contribui, inclusive, para melhor atuação das instituições no mercado. “A função social fideliza a clientela. Portanto, defender os bancos públicos é defender uma pauta que os bancos privados não irão assumir, porque vivem numa lógica baseada no lucro”.

Dep. Erika Kokay (PT-DF)

Entre as instituições financeiras públicas, a Caixa Econômica Federal é responsável, por exemplo, pelo financiamento de sete em cada 10 moradias no Brasil. Com 55 mil pontos de atendimento, incluindo agências-banco e unidades-caminhão, espalhados em todos os municípios do país, a Caixa atende à população das cidades mais longínquas.

Como exemplo da relevância dos bancos públicos, o dirigente do Sindicato dos Bancários Kleytton Morais destacou também participação do Banco do Brasil no impulso da economia brasileira e nos desenvolvimentos de alto custo. Ele apontou ainda o projeto de precarização dos serviços prestados à sociedade para que se valide o discurso de privatização. “Sob os auspícios da discussão da livre economia e da concorrência ampla, o que se tem visto é a concentração do sistema financeiro nacional com deterioração dos serviços prestados”, afirmou.

Após o lançamento da Frente, foi realizado o Seminário “Bancos Públicos e Desenvolvimento”, que reuniu especialistas em economia do Brasil e do exterior e, mais uma vez, destacou a importância da manutenção das instituições 100% públicas. (Assista em http://bit.ly/2E1Ulo6)

Fonte: CUT Brasília

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