Oposição obstrui votações em protesto a cortes nas universidades

Descontentes com o corte de 30% nos orçamentos nas universidades e institutos federais anunciado pelo Ministério da Educação, partidos contrários ao governo Bolsonaro marcaram posição e decidiram obstruir as votações desta terça-feira (5). PT, PSB, PDT, PSol, PCdoB e Avante se juntaram ao protesto.

A deputada Maria do Rosário (PT- RS) cobrou a votação do projeto que impede o corte ou congelamento de recursos para as universidades públicas federais e institutos federais de educação (PLP 8/19). “A Câmara precisa se movimentar para recuperar os orçamentos das universidades. Cortar é um gesto simples, mas qual a proposta de desenvolvimento que traz o governo Bolsonaro?”, questionou.

O deputado Henrique Fontana (PT-RS) destacou que 95% da pesquisa brasileira é feita pelas universidades do Brasil, que serão inviabilizadas pelo corte. Para ele, há na atitude do governo “um processo de perseguição”. O deputado Bacelar (Pode-BA) também criticou a redução dos recursos que, segundo ele, desrespeitou os reitores.

Já o deputado Marcelo Freixo (Psol-RJ) destacou que, além do ensino superior, também perderam recursos a educação básica e hospitais universitários que atendem à população mais carente. “O corte na educação é uma das coisas mais violentas que a gente assistiu nos últimos tempos. Essa Casa precisa reagir a isso. Universidade é lugar para pensar, para produzir gente crítica, para a periferia poder mudar sua vida através da educação formal”, disse.

O deputado Aliel Machado (PSB-PR) criticou o que chamou de “fake news” sobre as universidades. “Falam que é um lugar de balbúrdia e privilegiados, mas os dados falam que o acesso de pessoas carentes se multiplicou”, afirmou.

Fonte: Câmara dos Deputados, com edição da CUT Brasília

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