Comemorações do Dia do Trabalhador dão impulso à Greve Geral

Nem mesmo a chuva forte foi capaz de acalmar os ânimos dos presentes e interromper as comemorações do Dia do Trabalhador, nessa quarta (1º). Além de uma extensa programação ― que contou com shows, espaços para crianças e muita mobilização ― o evento serviu para revigorar as forças para a Greve Geral, chamada pela CUT e demais centrais para 14 de junho.

“Será um dia em que iremos parar o Brasil contra a reforma da Previdência, mas também contra todos os retrocessos impostos à classe trabalhadora. Trabalhador, esteja atento aos chamados dos seus sindicatos. Vamos mostrar nossa força”, destacou o secretário de Finanças da CUT Brasília, Julimar Roberto.

Comemoração e mobilização

As comemorações da data tiveram início por volta das 13h, no Taguaparque, em Taguatinga. Organizada pelo Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro), a atividade estendeu-se até o final da noite, com show de artistas renomados da música brasileira.

Porém, o evento teve objetivos que foram além das comemorações. Com a grande circulação de pessoas, movimentos sociais e sindical aproveitaram a oportunidade para dialogar com a população e esclarecer quanto aos malefícios da reforma da Previdência e de outros desmandos do governo Bolsonaro.

“Esse é um 1º de maio histórico. Primeiro, porque estamos vivendo no Brasil um momento muito grave. Um governo que retira direitos, que ataca a soberania nacional e que se submete a uma agenda internacional de submissão”, afirmou o dirigente do Sinpro, Gabriel Magno.

Na ocasião, a CUT Brasília montou uma tenda no local, onde distribui materiais explicativos e coletou assinaturas para o abaixo-assinado contra a reestruturação do sistema previdenciário. Além disso, deu continuidade às atividades do Aposentrômetro, uma ferramenta que permite o trabalhador saber com quantos anos irá se aposentar, caso a reforma seja aprovada.

“Foi uma ótima oportunidade para dialogar com a população. Foi um dia de muita comemoração, mas, diante da conjuntura imposta aos trabalhadores, fizemos também um dia de mobilização”, avaliou o secretário-geral da CUT Brasília, Rodrigo Rodrigues.

Fonte: CUT Brasília

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