Sessão na CLDF homenageia o Dia Internacional de Luta Pela Terra

Na próxima segunda-feira, 15 de abril, a Câmara Legislativa do Distrito Federal realizará uma sessão solene em comemoração ao Dia Internacional de Luta pela Terra. A atividade é de iniciativa dos deputados Chico Vigilante e Arlete Sampaio, ambos do PT-DF.

No próximo dia 17, completam 23 anos do Massacre de Carajás, quando uma ação da Polícia Militar do Pará assassinou 21 trabalhadores rurais e deixou 51 feridos. Até hoje, os responsáveis não foram punidos e, das 144 pessoas acusadas, apenas dois comandantes da PM foram a julgamento. Mesmo condenados a 220 anos de prisão, não cumpriram um único dia na cadeia.

Em memória daqueles que perderam a vida na luta pela terra, e para denunciar a violência crescente no campo, anualmente é realizado o “abril vermelho” e, desde 2002, na data da chacina, é celebrado o Dia Internacional de Luta pela Terra.

Brasil é recordista em assassinatos no campo

Nesse cenário de injustiça, crimes como o de Carajás continuam ocorrendo contra os trabalhadores e trabalhadoras do campo. Segundo dados da organização internacional Global Witness, o Brasil é líder no número de assassinatos de pessoas que lutavam por terra ou em defesa do meio ambiente, com uma média de 42 mortes por ano desde 2012.

Em 2017, foram 57 vítimas, o que corresponde a uma morte a cada seis dias. Naquele ano, o maior massacre foi em Pau D’Arco (PA), com dez vítimas. Na época, 17 policiais militares foram denunciados. A maioria chegou a ser presa, mas foi solta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no ano seguinte.

Segundo a Global Witness, em anos anteriores, o número de brasileiros assassinados no campo foi menor: 29 vítimas em 2014, 50 em 2015 e 49 em 2016. O aumento significativo das vítimas, de acordo com a organização, deu-se devido à ascensão dos governos de extrema-direita no país.

A entidade pesquisa anualmente mais de 20 países com conflitos no campo. Em todo o mundo, no ano passado, foram 207 vítimas.

Fonte: CUT Brasília

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