365 dias sem Marielle: em todo o país, homenagens e clamor por justiça

Enganou-se quem pensou que, após ter sua luta contra o sistema silenciada, a vereadora Marielle Franco iria cair no esquecimento. Desde seu cruel assassinato, milhares de vozes por todo país se levantaram e clamam constantemente por justiça, por ela e por seu motorista, Anderson Gomes. Nesta quinta (14), data em que completa um ano do crime, não poderia ser diferente. As dezenas de atos realizados em todo o Brasil deixaram claro que sua memória segue mais viva que nunca.

Pelo menos, 16 cidades realizaram algum tipo de ação em sua homenagem. Em Brasília, as atividades aconteceram na Praça Zumbi dos Palmares, no Conic, e reuniu centenas de pessoas. O ato começou por volta do meio dia. Como simbologia de um ano sem a vereadora ― que teve sua luta pautada, principalmente, na defesa dos direitos humanos ―, 365 placas com o nome “Rua Marielle Franco” foram distribuídas ao público. Ao final, entoando palavras de ordem, como “Marielle, justiça”, “Anderson, justiça”, os militantes evidenciaram seu descontentamento com a incapacidade do Judiciário brasileiro de resolver o caso.

Na ultima terça (12), um sargento da Polícia Militar e um ex-PM foram presos, suspeitos de envolvimento no assassinato da vereadora. Porém, a prisão dos envolvidos só trouxe mais dúvidas quanto ao crime.  Agora, familiares, amigos e militância querem saber quem mandou matar Marielle.

“Foi muito importante descobrir os assassinos. Porém, mais importante ainda é descobrir quem mandou matar. Está bem claro que a militância não aceita a tese de que Marielle foi morta por crime de ódio, pelas suas bandeiras e pelas suas pautas. Ninguém vai se calar e continuaremos resistindo e realizando atos até que descubram quem mandou matar Marielle e Anderson”, afirmou a secretária do Meio Ambiente da CUT Brasília, Vanessa Sobreira.

Dando continuidade à programação, às 17h, haverá o lançamento do livro “UPP – A redução da favela a três Letras”, originado de uma tese de autoria de Marielle. Em seguida, a partir das 19h, terá início uma sessão solene em memória da vereadora. As duas atividades acontecem na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Marielle Franco

Marielle Franco era mulher negra, mãe, defensora dos Direitos Humanos, socióloga e mestra em Administração Pública. Em 2017, se tornou vereadora do Rio de Janeiro pelo PSOL e presidenta da Comissão da Mulher da Câmara Municipal.

Fonte: CUT Brasília

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