Com atrasos no salário, trabalhadores terceirizados da rede pública de ensino ameaçam greve

A volta às aulas no Distrito Federal nem sempre é motivo de comemoração por parte dos agentes envolvidos. Para os trabalhadores terceirizados que atuam na limpeza, conservação e merenda escolar da rede pública, por exemplo, é quase sempre um martírio. Neste ano, o período letivo iniciou com atrasos no pagamento dos salários, tíquete alimentação e vale transporte. Frente a esse cenário, a categoria ameaça cruzar os braços a partir de quarta (13).

De acordo com o Sindserviços ― sindicato que representa a categoria ―, aproximadamente três mil empregados da empresa Juiz de Fora, e cerca de dois mil da Servegel, responsáveis pela limpeza das escolas, além de quase mil empregados da Empresa G & E Serviços, responsáveis pela merenda escolar, estão sem receber os vencimentos. O pagamento deveria ter sido efetuado na quarta-feira (6) da semana passada, quinto dia útil do mês.

O Sindicato informa ainda que já notificou as empresas e a Secretaria de Estado da Educação (SEE/DF) quanto à possibilidade da greve. Porém, até o momento, não houve posicionamento das partes.

Atrasos recorrentes

Essa não é a primeira vez que as empresas são negligentes e atrasam os pagamentos de seus funcionários. Segundo o Sindserviços, há anos, os atrasos salariais têm levado muitos profissionais ao adoecimento e à inadimplência, por não conseguirem pagar as suas dividas.

Como se não bastasse, os trabalhadores são constantemente constrangidos por organizarem movimentos paredistas para reivindicar os seus direitos, previstos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

Fonte: CUT Brasília com informações do Sindserviços-DF

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