Reforma da Previdência é tema de debate nesta sexta (8)

Com uma reforma da Previdência pior do que a apresentada por Temer, Bolsonaro quer que homens e mulheres se aposentem com 65 anos de idade, 40 anos de contribuição e dentro de um sistema de capitalização obrigatório. A proposta, que deve ser enviada pelo governo ao Congresso até o fim do mês, será debatida nesta sexta (8), das 9h às 13h, no Clube dos Comerciários.

O encontro, promovido pelo deputado distrital Chico Vigilante, terá como tema “Reforma da Previdência: os desafios da classe trabalhadora”. Entre as presenças confirmadas, estão a presidenta da Associação dos Advogados Trabalhistas, Dra. Alessandra Camarano, e os ex-ministros da Previdência Ricardo Berzoini e Carlos Gabas.

De acordo com as normas vigentes para a aposentadoria no Brasil, há duas maneiras do trabalhador conseguir o benefício. Pode ser por idade, onde são exigidos 65 anos de vida para homens e 60 para mulheres, com o mínimo de 15 anos de contribuição para a Previdência; ou ainda, por tempo de contribuição, quando não é estipulada uma idade mínima, mas são necessários 35 anos de contribuição para homens e 30 para mulheres.

Na nova Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reforma a Previdência Social, Bolsonaro pretende que o tempo mínimo de contribuição seja de 20 anos, com o recebimento de 60% do benefício. Passado esse prazo, a cada ano serão acrescidos dois pontos percentuais (2%) até chegar a integralidade da aposentadoria com 40 anos de pagamentos ao INSS.

Para os servidores públicos, a conta ainda aumenta. O texto prevê que a contribuição mínima para se aposentar seja de 25 anos e para chegar ao direito a 100% da aposentadoria também serão necessários 40 anos de trabalho.

Segundo o secretário de Administração e Finanças da CUT Brasília, Julimar Roberto, essa PEC – já intitulada PEC da Morte – não apenas obriga o brasileiro a trabalhar até morrer. Ela também dificulta o acesso a todos os outros benefícios que são concedidos atualmente pelo INSS. Para o dirigente, somente com a mobilização popular, essa nefasta medida poderá ser brecada.

“Quanto mais nos municiarmos de informação para combater essa injusta proposta, melhor. Precisamos entender todas as mudanças e como elas afetarão a classe trabalhadora e a economia no país, principalmente nos municípios. Somente através do esclarecimento das nossas bases e da sociedade como um todo, poderemos impedir que a reforma da Previdência seja aprovada”, declarou.

Fonte: CUT Brasília

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