Resposta a Paulo Guedes

Por Rodrigo Britto

Não foi surpresa para a minha pessoa a frase dita por Paulo Guedes, ministro da Economia do Governo Bolsonaro, de acordo com matéria da revista Veja sobre o Banco do Brasil: “Melhor vender enquanto vale alguma coisa”. O ministro privatista possui uma visão de Estado mínimo que prioriza o grande capital, em detrimento de políticas públicas que garantam melhorias na qualidade de vida e cidadania plena para a população brasileira.

A infeliz frase de Paulo Guedes confirma o projeto entreguista do governo Bolsonaro, que afeta nossa soberania nacional ao vender nossas empresas Estatais, patrimônios do povo brasileiro, para a iniciativa privada, atendendo aos interesses das grandes empresas multinacionais.

No caso do Banco do Brasil, temos uma instituição financeira de 210 anos, com alta lucratividade, um importante papel na agricultura, no crédito, no desenvolvimento, em políticas públicas e com um corpo funcional qualificado e compromissado com o país.

A entrega do patrimônio do povo brasileiro para o capital privado reduz o poder do Estado de interferir de forma positiva na vida de milhares de brasileiras e brasileiros. Além disso, diminui seu papel na economia do país e na geração de empregos.

Por isso, ao contrário do que diz Paulo Guedes, afirmo: é melhor manter o Banco do Brasil e nossas Estatais, pois valem muita coisa!

* Rodrigo Britto é funcionário do Banco do Brasil, presidiu o Sindicato dos Bancários de Brasília por duas gestões e, atualmente, preside a CUT Brasília.

 

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