Nota de apoio da CUT Brasília aos sindicalistas presos na Guatemala

A CUT Brasília solidariza-se com os companheiros Dora Regina Ruano e Luis Alpirez Guzmán, sindicalistas da Guatemala, na América Central, que foram presos pelo governo daquele país apenas por negociarem um acordo coletivo para os trabalhadores da área da saúde. Repudiamos toda e qualquer ação arbitrária que tente coibir o movimento sindical ― a maior arma de luta em defesa dos direitos da classe trabalhadora ― e deixamos claro que não conseguirão nos calar.

Vale destacar o acelerado avanço da extrema direita no mundo, que tem rompido fronteiras e, assustadoramente, chega a todos os continentes. Sob o governo de Jimmy Morales (National Convergence Front) desde 2016, a Guatemala se tornou bastante cruel para os movimentos progressistas. Frequentemente, líderes comunitários, ativistas e jornalistas são alvos de perseguição.

Os companheiros, do Sindicato Nacional da Saúde dos Trabalhadores da Guatemala (SNTSG), ficaram detidos por dez dias por terem assinado um acordo coletivo em 2013. A justificativa inconcebível do governo é que os dois teriam praticado abuso de autoridade, uma vez que o Ministério da Saúde guatemalteco não dispunha de recursos suficientes para arcar com o acordado nas negociações.

Apesar de estarem fora da prisão, os dois líderes sindicais permanecem em prisão domiciliar. Enquanto isso, o SNTSG e a Internacional de Serviços Públicos (ISP) iniciaram uma campanha online para que o governo da Guatemala retire todas as acusações dos dirigentes e cesse a repreensão. A iniciativa tem recebido apoio de inúmeras entidades.

É importante que haja uma adesão em massa à ação. Para isso, basta clicarmos aqui e, assim, contribuiremos para o fortalecimento do movimento sindical global. Participe e compartilhe em suas redes sociais.  Toda vez que alguém preencher o formulário, o governo da Guatemala receberá um e-mail.

Somos milhares e não irão nos calar!
Juntos somos fortes!

Direção Executiva da CUT Brasília

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