Confraternização da CUT Brasília reúne dirigentes e sindicalistas para renovar energias para 2019

Desafiador. Essa é a melhor palavra para definir o ano de 2018 para o movimento sindical. Nesse período, grandes lutas foram travadas. Muitas vitórias. Algumas derrotas. Mas, destacam-se, sobretudo, a garra e o anseio por mudanças.

Para renovar as energias para 2019 ― que pelas projeções tende a ser um ano ainda mais árduo para a militância ―, a CUT Brasília realizou uma festa de confraternização para os sindicatos filiados e funcionários da entidade. O evento aconteceu na Escola de Samba Acadêmicos da Asa Norte.

Parafraseando Ernest Hemingway, “quem esteve ao nosso lavo nas trincheiras importa mais que a própria guerra”, o secretário-geral da CUT Brasília, Rodrigo Rodrigues, falou da importância de reafirmar os laços e fortalecer a unidade para o que virá. “Estamos aqui hoje festejando o ano que passou, mas, principalmente, reafirmando que estaremos unidos em 2019 e que ninguém soltará a mão de ninguém”, garantiu.

De acordo com o secretário de finanças da CUT Brasília, Julimar Roberto, um dos principais desafios do movimento sindical em 2018 foi o enfrentamento ao cenário imposto pela reforma trabalhista, que entrou em vigor no final do ano passado.

“Esse foi o primeiro ano que tivemos que trabalhar com essa nova realidade nas negociações trabalhistas. Mas, a meu ver, o movimento vai se fortalecer cada vez mais, pois a CUT nasceu em meio à repressão. Então, esse ano foi de adaptação e o próximo será de enfrentamento”, avaliou.

Já Max Leno de Almeida, supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), apontou que, em termos numéricos, 2018 mostrou uma realidade baseada na redução e precarização dos postos de trabalho. Isso por que a reforma trabalhista possibilitou novas formas de contratação.

Além disso, ele destacou que, associado à reforma, outros projetos ― alguns aprovados anos anteriores ― como Emenda Constitucional 95 e lei da terceirização, tiveram impacto significativo na vida da sociedade e do próprio movimento sindical. “São mudanças que tendem a se aprofundar em 2019”, disse.

Frente a isso, ele destaca que “há uma clara necessidade de debatermos exaustivamente sobre todas as mudanças sinalizadas para o próximo ano e reforçarmos nossas argumentações para sermos atores dentro desse processo de discussão junto à sociedade”, finalizou.

Fonte: CUT Brasília

Deixe um comentário:

Digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome