ELEIÇÕES 2018 | Segundo turno indica que povo não desistiu de ver o Brasil feliz de novo

A realização de um segundo turno para presidente da República nas eleições de 2018 está definida. No próximo dia 28, o povo brasileiro vai decidir entre Fernando Haddad (PT), que conquistou 29,28% % dos votos válidos, e o candidato de extrema-direita Jair Bolsonaro (PSL), que alcançou 46,03%.

Mais uma vez, o Nordeste foi decisivo na contagem dos votos. A Região que somente no governo do PT pôde ter, majoritariamente, acesso a emprego, água, luz, comida e educação, decidiu por Haddad. O candidato que preza pela democracia foi o mais votado em oito dos nove estados do Nordeste e no Pará. No Piauí, o candidato do PT derrotou Bolsonaro por 62% a 19%; na Bahia, 60,07% a 24,50% e no Maranhão, por 60,03% a 24,95%. No Ceará, onde foi governador, Ciro Gomes (PDT) conseguiu 41% e Haddad alcançou 32% dos votos no estado.

“O percentual de votos conferido a Bolsonado assustou muita gente. Entretanto, é importante lembrar que o número foi alcançado, principalmente, através da disseminação de notícias falsas, de um antipetismo alastrado pela manipulação da mídia, do fundamentalismo e do ódio. E nesses próximos 20 dias nosso dever é lutar, incansavelmente, nas redes e nas ruas. É importante que os materiais que falem sobre os riscos que corremos com a eleição de Bolsonaro, como o fim do 13º e dos direitos trabalhistas, sejam repassados para o maior número de pessoas possível pelo WhatsApp, Facebook, Twitter, e-mail. Assim como é importante o boca a boca nos mais diversos locais”, avalia o presidente interino da CUT Brasília, Rodrigo Rodrigues.

Bolsonaro já afirmou em várias entrevistas que “é melhor menos direitos e mais empregos do que mais direitos e menos emprego”, dando a entender que a dignidade dos trabalhadores e as condições mínimas de trabalho não serão prioridade.

O vice na chapa, General Mourão (PRTB), também foi infeliz ao se contrapor ao recebimento do 13º salário, uma conquista histórica da classe trabalhadora. Segundo ele, o 13º “é ‘jabuticaba’ e todos saem prejudicados”. A expressão “jabuticaba” quer dizer que o direito é uma “regalia” dada ao trabalhador brasileiro, já quem em países do primeiro mundo isso não é adotado.

O economista Paulo Guedes, coordenador do programa de governo de Jair Bolsonaro e escolhido para ser seu ministro da Fazenda, disse que quer estabelecer uma alíquota única de Imposto de Renda de 20% para pessoas físicas e jurídicas, o que aumenta as desigualdades e prejudica a classe média. Atualmente, o Imposto de Renda é cobrado por faixas. Os contribuintes que recebem entre R$ 1.903 e R$ 2.826 são taxados em 7,5% de sua renda; aqueles que ganham de R$ 2.826 até R$ 3.751, pagam 15%; de R$ 3.751 até R$ 4.664, 22,5%; e, acima de R$ 4.664, 27,5%. Na lógica de Guedes, quem ganha R$ 2 mil, ao invés de pagar R$ 150, pagaria R$ 400 para o Leão.

Já Haddad, o ex-ministro da educação que colocou mais pobres na universidade, apresenta no plano de governo um projeto que abrange todos os segmentos da diversificada sociedade e pretende retomar o Brasil que se desenhou como uma das maiores economias mundiais e tirou milhares da extrema pobreza.

Como parte da valorização da classe trabalhadora, o projeto do candidato do PT pretende revogar medidas aprovadas pelo governo ilegítimo Temer, que foram extremamente prejudicais ao povo brasileiro. Entre elas, a reforma trabalhista, que alterou mais de 100 itens da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), possibilitou a terceirização sem limites e lançou o trabalhador em um mar de inseguranças. O seu projeto visa também a valorização dos serviços públicos prestados à sociedade por meio do fortalecimento das estatais e do próprio servidor.

O programa de governo de Haddad, sobretudo, pretende unir o Brasil, sufocado pelo ódio e pela intolerância. “Queremos unir as pessoas que têm atenção aos mais pobres. Queremos um projeto amplo, profundamente democrático, mas também que busque, de forma incansável, justiça social. Além disso, colocamos a soberania nacional e popular acima de qualquer outro interesse. Há muita coisa em jogo no Brasil 2018. Vamos para o campo democrático com uma única arma: o argumento”, disse Haddad em pronunciamento na noite desse domingo (7), logo após a concretização de um segundo turno.

Fonte: CUT Brasília

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