Contra demissão, garis paralisam atividades e cobram posicionamento do GDF

Os cerca de cinco mil trabalhadores de limpeza urbana do Distrito Federal cruzaram os braços na manhã desta quarta-feira (3/10) contra a possibilidade de demissão em massa e aumento da demanda diária de serviço. Isso aconteceu porque a empresa que ganhou a licitação para realizar o serviço – a Cavo – apresenta como forma de reduzir o valor do contrato a diminuição drástica do quadro de garis e o aumento da metragem da varredura/dia.

Devido à mobilização, o Sistema de Limpeza Urbana (SLU) convocou o sindicato para uma reunião e os trabalhadores retornaram aos postos de trabalho. Porém, o dirigente do Sindlurb – sindicato que representa os garis –, Raimundo Nonato, destaca que, caso não haja resultados positivos, a categoria realizará nova paralisação.

“Hoje, o gari varre 2,4 mil metros por dia. Para a empresa, ele tem que varrer 3,5 mil metros por dia. E para que o valor contrato fique mais barato, a oferta da empresa é de reduzir cerca de dois mil trabalhadores”, explica.

O sindicalista informa ainda que o contrato com a empresa Cavo ainda está em processo e análise de documentação, e ainda não foi publicada no Diário Oficial. Mas ressalta que o contrato com as empresas vigentes – Sustentare e Valor Ambiental – termina no próximo dia 17.

“A gente não aceita que haja demissão de trabalhadores nem aumento da demanda de trabalho, mas também exigimos que uma nova empresa seja rapidamente contratada, pois, caso esse contrato que existe hoje termine e não tenhamos outro já engatilhado, estaremos todos demitidos”, diz.

Fonte: CUT Brasília

 

Deixe um comentário:

Digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome