2ª edição do Calen Drag homenageia mulheres trans e cis com legados de luta

Pelo segundo ano consecutivo, um grupo de drag queens do Distrito Federal encabeçará um projeto bastante promissor, que pretende valorizar a cultura LGBTI enquanto ação política e colaborar com organizações não-governamentais que lutam em prol das minorias. Trata-se do Calen Drag, um calendário estrelado pelas transformistas, que tem objetivos maiores que apenas estabelecer uma noção temporal.

Na tarde dessa terça (18), representantes do Coletivo Distrito Drag ― que organiza a iniciativa ―, da CUT Brasília e do Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF) se reuniram para discussão do lançamento da próxima edição do projeto, que tem data prevista para 20 de novembro, no Museu da República.

Este ano, o Calen Drag irá homenagear 15 mulheres (cis e trans) que deixaram legados de luta, arte e política, como por exemplo, Frida, Joana D’arc e Marielle Franco, que será capa da obra. Como aconteceu no ano anterior, parte da renda arrecada com a venda dos calendários também será doada para organizações não governamentais.

Duas importantes instituições do DF que atuam em defesa da igualdade de gênero serão contempladas com os recursos: a União Libertária de Travestis e Mulheres Transexuais (Ultra), um coletivo que pauta sua luta na mobilização social, em parceria com movimentos sociais e sociedade civil em prol da proteção dos direitos da população LGBTI no DF; e a Casa Frida, um espaço cultural, em São Sebastião, que serve de amparo e acolhimento para mulheres vítimas de violência e em situação de vulnerabilidade.

“O Calen Drag vem ajudando a fomentar a cultura LGBTI da capital federal, demonstrando o seu potencial artístico na interface com temas políticos e sociais. Neste momento histórico de avanço conservador, abordar mulheres como um tema que perpassa todo o calendário, é algo ousado e, ao mesmo tempo, uma clara mensagem à sociedade de que as mulheres (cis e trans) são, desde já , a vanguarda que protagonizam a construção de uma outra humanidade”, explicou Ruth Venceremos, integrante do Distrito Drag.

O presidente-interino da CUT Brasília, Rodrigo Rodrigues, destacou que a Central, mais uma vez, com orgulho, abraçará a causa. “É uma iniciativa que a CUT, enquanto uma Central plural e diversa, não poderia deixar de apoiar. São projetos como esses que impulsionam a construção de um mundo mais justo e humano”, disse.

Calen Drag 2018

O Calen Drag do ano passado deu visibilidade aos monumentos e espaços urbanos de Brasília e, a cada mês, abordou um tema diferente. Parte da renda arrecadada foi doada à Casa Rosa, em Sobradinho, um espaço ainda em construção, que visa acolher de LGBTIs em situação de risco.

Fonte: CUT Brasília

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