Via Campesina realiza Dia Internacional de luta contra a OMC e os Tratados de Livre Comércio

No dia 10 de setembro de 2003, o líder camponês coreano Lee Kyung abriu mão da própria vida para denunciar os crimes cometidos pela Organização Mundial do Comércio (OMC), em Cancún, México, rodeado por milhares de manifestantes. No dia do sacrifício, ele segurava uma bandeira com os dizeres: “A OMC mata os camponeses!”. Neste ano, as negociações da Organização fracassaram. Deste então, a Via Campesina comemora o 10 de setembro como o Dia Internacional da Luta contra a OMC e os Tratados de Livre Comércio, com a realização de diversos atos e manifestações.

Em publicação realizada no último dia 3 de setembro, a Via Campesina afirmou que a OMC, o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI) “têm criado níveis criminais de desigualdade no mundo em que, segundo dados da OXFAM, 82% da riqueza mundial é controlada atualmente por 1% da população”.

“A fome mundial está aumentando novamente e a soberania alimentar dos povos está sob grande ameaça. Este é o resultado de uma pressão persistente, durante sete décadas, para adotar políticas neoliberais, que promovem regime de “livre comércio” em todo o mundo. Como consequência, a privatização e o desmonte enriquecem os ricos, enquanto a pobreza e a fome no mundo continuam em níveis criticamente altos”, diz a nota.

No texto, a Via campesina ainda responsabiliza o livre comércio do agronegócio pelo endividamento profundo de milhões de famílias camponesas e pelo impacto devastados no meio ambiente. “Tudo o que esses acordos garantiram é a liberdade das multinacionais de despejar alimentos baratos em países economicamente mais fracos, depois de receberem grandes subsídios de seus governos ricos (…) Isso, juntamente com um impulso para um sistema agrícola industrial, é a razão pela qual os grãos de alimentos são vistos como produtos com os quais especular e comercializar, com camponeses e agricultores familiares que não podem sequer cobrir o custo do cultivo.”

Leia a íntegra do texto da Via Campesina.

Fonte: CUT Brasília, com Via Campesina

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