Docentes de Novo Gama retomam greve

Professores em escolas públicas do município de Novo Gama decidiram retravar o movimento paredista. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (8), em assembleia. Os docentes iniciaram uma greve em março desse ano, que durou sete dias, porém, com a promessa de acordo, a categoria pôs fim a mobilização. Além de deliberarem sobre a retomada do movimento, a categoria realizou passeata pela cidade e alertou a população sobre os retrocessos impostos pela atual gestão.

De acordo com Francisco Lima, presidente do Sinpro-NG, ― sindicato que representa o magistério local ―, antes do início da assembleia, a diretoria da entidade tentou contato com a prefeita Sônia Chaves (PSDB) que, mostrando total descaso com o pleito da categoria, recusou-se a dialogar com os trabalhadores alegando agenda cheia. “Nós, do Sipro-NG, fizemos o possível para evitar recomeçar uma greve, porém, a prefeita não nos deu alternativa. Lutamos muito por esses direitos e não abriremos mão deles tão facilmente. Contamos com apoio e compreensão de todos”, explica o sindicalista.

Os trabalhadores vêm sofrendo constantes ataques. Além de não receberem as gratificações de merecimento e aperfeiçoamento desde janeiro de 2017, a categoria também foi comunicada, sem qualquer tipo de aviso prévio, sobre o fim da jornada ampliada. O benefício foi conquistado pelos professores através de muita luta, fruto de uma greve realizada em 2014, que durou 71 dias. A justificativa para a extinção do modelo de trabalho é a carência de verbas para arcar com as despesas do previdenciário patronal.

Pelo modelo, a escola funciona cinco horas no turno matutino e mais cinco no turno vespertino. O docente trabalha cinco horas na sala de aula em um dos turnos, e o tempo restante é destinado à coordenação e ao planejamento das aulas, totalizando 40 horas semanais. Com a extinção da jornada ampliada, o professor ficaria com as oito horas destinadas apenas à sala de aula, trabalhando em duas turmas e em dois horários distintos.

Para piorar ainda mais a situação desses trabalhadores e trabalhadoras, Francisco afirma que a categoria está com os salários atrasados há nove dias.  Sobre os atrasos, a prefeitura informou que não recebeu os repasses do Fundeb – Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – e que pretendia depositar os vencimentos dos trabalhadores ainda nesta quinta (9).

“Esperamos receber os atrasados o quanto antes, mas também queremos que a gestão local atenda nossas demais reivindicações. A prefeitura tem descumprido acordos e dificultado o diálogo. Pedimos unidade da categoria e, principalmente, compreensão da população. Exigimos respeito e esperamos que esse impasse seja resolvido o quanto antes”,  ressaltou.

Nesta sexta-feira (10), uma nova assembleia acontece para avaliar os rumos do movimento. O encontro acontece às 9h, em frente à prefeitura.

Fonte: CUT Brasília

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