CUT defende modelo de autossustenção com arrecadação definida pelos próprios trabalhadores

Em seminário realizado nesta segunda (11), para debater a autossustentação das entidades sindicais após o cenário imposto pelo golpe, a CUT Brasília orientou aos seus sindicatos filiados que implementem em suas Convenções Coletivas de Trabalho o modelo de arrecadação defendido pela Central.

A proposta, deliberada no último Congresso Extraordinário da CUT Nacional, prevê que o imposto sindical compulsório seja substituído por uma taxa negocial, aprovada em assembleia, onde os próprios trabalhadores definiriam o percentual do desconto e a forma como seria feito. A modalidade seria implementada nas Convenções Coletivas de Trabalho e, entre outros pontos, determinaria o rateio dos valores arrecadados entre sindicato, federação, confederação e centrais.

A CUT instruiu também que, após a aprovação da taxa, os sindicatos dirijam-se à Caixa Econômica Federal para adesão ao produto Cobrança Bancária com Rateio de Créditos, que faz a divisão dos valores automaticamente.

Porém, para o secretário de finanças da CUT Brasília, Julimar Roberto, é necessário ainda que os sindicatos promovam, junto às suas bases, a política de filiação e aproximação entre entidade sindical e trabalhador. “É preciso que os trabalhadores tenham conhecimento do sindicato, fortalecendo, assim, a relação sindicato/trabalhador. Mas é importante que isso ocorra não apenas por uma questão assistencialista, mas, sobretudo, por uma questão política, em que eles compreendam a importância do sindicato e o que ele representa na luta por melhores condições de trabalho”, defendeu.

Outra deliberação importante do encontro foi a criação de um grupo de trabalho para discutir o tema de forma mais ampla. “Precisamos aprimorar essa discussão de forma que o trabalhador possa sempre ter uma entidade forte lutando pelos seus direitos. O cenário imposto pelo golpismo e pela reforma trabalhista é bastante preocupante e, por isso, faz-se necessário ter uma representação trabalhista robusta e com força para enfrentar a ganância dos patrões”, finalizou o dirigente.

Fonte: CUT Brasília

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