NOTA DE REPÚDIO | Professor leva soco do patrão após exigir direitos trabalhistas

O professor Cristiano Alexandre Batista, que lecionava no Centro de Ensino Logos de Samambaia, foi brutalmente agredido com um soco dado pelo diretor da escola, Paulo Victor Bezerra. O motivo foi a exigência de ressalvas de direitos não pagos pela instituição na homologação de sua rescisão de contrato de trabalho.

A violência física do patrão contra o empregado foi realizada nessa quinta-feira (7), na sede do Sinproep-DF, sindicato que organiza os professores de escolas particulares. O trabalhador vítima, associado à entidade sindical, trabalhou no Centro de Ensino Logos por quase um ano e listou uma série de descumprimentos da lei trabalhista ao longo desse tempo de atuação.

Em nota, o Sinproep afirma que o lastimável evento é uma demonstração da necessidade de os sindicatos engrossarem a luta pela revogação da reforma trabalhistas, que, entre outros prejuízos, tenta retirar a obrigatoriedade de as homologações de rescisão contratual serem feitas na entidade sindical, com objetivo de assistir o trabalhador.

“O Sindicato está dando todo o apoio ao seu associado e vai tomar as medidas jurídicas cabíveis na Ordem dos Advogados do Brasil – Seção DF, e denunciar à imprensa e à comunidade escolar essa agressão, que tem sido recorrente, com assédios aos professores e professoras no interior da Escola”, afirma nota divulgada pelo Sinproep.

A CUT Brasília repudia veementemente a agressão cometida pelo diretor do Centro de Ensino Logos e se soma ao Sinproep na luta para que o agressor sofra as penalidades cabíveis. Também reafirmamos a necessidade e urgência do fortalecimento da luta contra a reforma trabalhista, que precarizou ainda mais as relações de trabalho e vem abrindo espaço para que ocorrências inadmissíveis como a realizada contra o professor Cristiano sejam cada vez mais correntes e inimputáveis.

Direção da CUT Brasília

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