Debate: “Por que afirmamos que é golpe?”

No dia 14 de junho, o auditório da CUT Brasília será palco do debate “Por que afirmamos que é Golpe?” sobre o ataque político-jurídico-midiático que atingiu o país em 2016 e destituiu uma presidenta legitimamente eleita pelo povo brasileiro. A discussão será filmada e resultará em uma videoaula para o curso online “Golpe 16: Efeitos para a classe trabalhadora”, promovido pela Central Única dos Trabalhadores. A atividade terá como debatedor o professor de Ciência Política da UnB, Luis Felipe Miguel, e inicia às 19h.

Segundo a secretária nacional de Formação da CUT, Rosane Bertotti, o “Golpe 16” faz parte da estratégia da Central de dialogar com a sociedade para que haja uma reflexão sobre os impactos do golpe na vida dos brasileiros e brasileiras e, em especial, da classe trabalhadora.  “Desde a ascensão do golpista Temer ao poder, o país foi submetido a uma agenda de retrocessos nos direitos fundamentais, trabalhistas, sociais e socioambientais, com uma drástica restrição às liberdades, uma ampliação descabida das desigualdades sociais e o entreguismo de bens públicos e serviços fundamentais. Diante desse quadro, a Central, unida a Universidade Federal de Pernambuco e professores convidados de diversas universidades brasileiras, montaram esse curso para que a sociedade compreenda o golpe de 2016 e identifique seus agentes e efeitos”, explicou a dirigente.

O curso terá uma carga horária de 60 horas e será realizado inteiramente na Plataforma Digital de Formação da CUT entre os meses de junho a setembro, com conteúdo programático dividido em seis módulos:
– Módulo 1: Breve Histórico de Golpes no Brasil e na América Latina
– Módulo 2: Processo que culminou no Golpe 2016
– Módulo 3: Ataques à Democracia e aos Direitos Humanos
– Módulo 4: Retirada de direitos trabalhistas e impactos no mundo do trabalho
– Módulo 5: Agravamento das Desigualdades Sociais e avanço da extrema pobreza
– Módulo 6: Ataques à política econômica de desenvolvimento e inclusão social

“Mesmo com todos os ataques à classe trabalhadora, toda a retirada de direitos e as seguidas tentativas de criminalização do movimento sindical, não deixaremos de promover a formação dos nossos dirigentes. Trata-se de uma proposta de ação concreta para ser desenvolvida nos diversos espaços sociais e junto à base”, garante a secretária de Formação da CUT Brasília, Nilza Cristina. Ela conta que a ideia é usar a internet – que o capital utiliza para manipular a sociedade – para levar a informação para o maior número possível de trabalhadores e trabalhadoras e a lugares, muitas vezes, inacessíveis. “Um curso presencial demandaria recursos, tempo e pessoal que não dispomos e alcançaria uma quantidade reduzida de participantes. Sendo online, cobriremos todo o Brasil”.

Dirigentes CUTistas de todos país poderão inscrever-se no curso online “Golpe 16: Efeitos para a classe trabalhadora” através da Plataforma Digital de Formação da CUT  até o dia 8 de junho.

Fonte: CUT Brasília

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