Eletricitários intensificam ações contra a privatização da Eletrobras

A segunda (16), Dia Nacional de Lutas Contra a Privatização da Eletrobras, será marcada por intensas mobilizações em todo o país. Em Brasília, as atividades serão organizadas pelo Stiu/DF ─ sindicato que representa os trabalhadores do ramo ─ e contará com o apoio de movimentos sociais que lutam contra a mercantilização da energia.

De acordo com a dirigente do Stiu, Fabíola Antezana, neste dia, a categoria, sob orientação do Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE), cruzará os braços e realizará inúmeras ações. Diversas faixas serão espalhadas em pontos estratégicos da capital federal e, segundo ela, a ideia é deixar a sociedade consciente dos ataques e trazê-la à luta. “A intenção é realizar o debate na ótica de que os interesses por trás da privatização são financeiros em detrimento do interesse da sociedade: vai ter piora no serviço e aumento da tarifa”, disse.

Outra ação prevista é um ato público que será divido em três etapas. Às 9h, trabalhadores e dirigentes do sindicato realizarão protesto em frente à Eletrobras. Paralelo a essa mobilização, uma comissão de sindicalistas realizará uma aula pública no acampamento Lula Livre, montado no Nilson Nelson. O objetivo é conscientizar os trabalhadores acampados sobre os riscos da privatização e sobre a necessidade de defender a estatal. Logo mais, às 10h, eletricitários e acampados se unirão em protesto em frente ao Ministério de Minas e Energia.

Fabíola aponta ainda que há uma pressa por parte do governo em concluir o processo de entrega da Eletrobras. Para ela, nem mesmo as trocas de ministros da pasta têm paralisado as investidas. Além disso, ela denuncia a abordagem da grande mídia sobre o tema, que incentiva a privatização.

“A questão financeira da empresa, na nossa visão, é secundária. Claro que queremos uma Eletrobras forte do ponto de vista econômico, mas sabemos que se trata de uma organização eficiente e que tem um papel estratégico para o desenvolvimento do país. Nossa mobilização ocorre, tendo em vista que esse processo, para além da entrega da empresa, causará impacto direto no consumidor. Todos os discursos do governo, argumentação, dizem que, ao final, o impacto será no consumidor”, esclarece.

Fonte: CUT Brasília

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