Campanha “E agora, Rodrigo?” prossegue mais forte do que nunca nas cidades do DF

Ao contrário do que foi noticiado por parte da imprensa na última quarta-feira (4), a campanha promovida pelo Sindicato dos Professores de Brasília – Sinpro/DF (“E agora, Rodrigo?”) está mantida e continua interagindo muito bem com a população e provocando debates.

Acontece que a 2ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) recusou agravo de instrumento interposto pelo Sindicato em oposição à decisão que suspendia a divulgação de cartilha – parte da campanha – nas escolas públicas. Porém, a campanha segue pelas cidades, inclusive com boa aceitação pela comunidade, que vê nela uma possibilidade de debater os temas urgentes da cidade, como a falta de professor de Educação Física ou de Orientador Educacional nas escolas, falta de pediatra nas UPAs, entre outros pontos – problemas que são sociais e que atingem, sobretudo, a população mais carente do Distrito Federal.

“infelizmente, o TJDFT impede, com a não veiculação dentro das escolas, que o debate democrático possa ocorrer – dentro da transversalidade que a Educação faz. No entanto, a receptividade da panfletagem, do carro de som que passa nas ruas ou mesmo das veiculações da campanha nas mídias impressa e eletrônica tem sido excelente. E vai continuar”, alerta o diretor de Imprensa do Sinpro-DF, Cláudio Antunes,

Vale lembrar que a decisão do TJDFT diz respeito apenas à distribuição da cartilha, que já foi suspensa pelo Sindicato desde fevereiro. Na época, o GDF havia sugerido que o Sinpro havia distribuído cerca de 460 mil cartilhas impressas nas escolas, o que não é verdade. A cartilha só foi disponibilizada, em meio eletrônico, pelo site do Sindicato – e retirada do ar quando o Tribunal reformou decisão em outro processo. Ainda com relação à cartilha, foi alegado que o Sinpro-DF não poderia usar obra literária de Carlos Drummond de Andrade, supostamente por ferir direitos autorais. Outra inverdade, pois as leis de autoria permitem a utilização da obra como um bem público.

Em outro momento, Rodrigo Rollemberg tentou barrar a campanha junto ao Tribunal Regional Eleitoral do DF, alegando que o objetivo do sindicato era realizar propaganda eleitoral antecipada negativa do atual governador do Distrito Federal e a favor de “potenciais pré-candidatos ao Governo do Distrito Federal”. Rollemberg perdeu a ação.

“A verdade é que, ao contrário do que sugere matéria publicada na quarta-feira (4) pelo portal Metrópoles, a campanha nunca foi proibida, ainda mais definitivamente. Inclusive, os juízes têm reafirmado o tempo todo que o Sindicato tem o direito de fazer a crítica, até porque, segundo sentenças anteriores, o GDF se utiliza – inclusive de recursos públicos – para dizer que ‘Brasília está no rumo certo’”, enfatiza Cláudio Antunes, reafirmando que a campanha prossegue com toda a força nas ruas por meio de panfletos e debates e que a sentença de ontem se restringe ao uso da cartilha

Fonte: Sinpro-DF

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