Servidor@s do Detran cruzam os braços e realizam pressão na CLDF nesta terça (13)

Contra a negligência do Governo do Distrito Federal, os trabalhadores do Detran cruzaram os braços nesta terça (13) e só retornam aos postos quando for apresentada uma proposta que atenda às reivindicações da categoria. Serviços como fiscalização, vistoria, transferência de veículos e emissão de documentos estão suspensos. Apenas o atendimento no “Na Hora” está sendo realizado.

Os servidores exigem o cumprimento imediato de acordos  feitos e garantidos em lei desde 2015, como o pagamento da terceira parcela do reajuste salarial concedido à categoria. Além disso, também reivindicam o reajuste do ticket alimentação, a jornada de trabalho de 30 horas, autorização para o abono pecuniário, e reajuste salarial de 37% referente à inflação de 2014 a 2017 mais ganho real.

De acordo com presidente do Sindetran – sindicato que representa a categoria –, Fábio Medeiros, a greve está bastante solidificada e a tendência é crescer. Durante dois meses, os trabalhadores realizaram inúmeras paralisações de 24 horas para alertar ao GDF e forçar a retomada das negociações. Mas, graças ao descaso do governo Rollemberg, não houve nenhum avanço.

Denúncia

Segundo o Sindetran, a direção da atual gestão da empresa está soldando os portões das unidades e os deixando abertos, colocando em risco carros, documentos e até funcionários. “Isso é uma prática antissindical que nunca ocorreu antes, nem mesmo no período em que éramos governados por coronéis. Estamos reivindicando nossos direitos e fazendo apenas um trabalho de convencimento”, disse Fábio.

Mobilização na CLDF

O sindicato convoca a categoria para uma mobilização na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), logo mais, às 15h, onde parlamentares farão uma análise da situação dos trabalhadores e cobrarão do governo uma posição efetiva sobre as negociações. Além disso, será solicitado o trancamento da pauta de votações até que a Casa Civil receba o Sindetran e a comissão de negociação.

“Convocamos todos para uma grande mobilização na CLDF. É importante que um número expressivo de trabalhadores compareça ao local para que a pressão seja maior, pois, juntos, somos mais forte”, finalizou.

Fonte: CUT Brasília

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