Greve dos vigilante é suspensa

Em assembleia realizada na tarde desta segunda (12), trabalhadores e trabalhadoras vigilantes do Distrito Federal decidiram suspender temporariamente a greve da categoria que já durava 12 dias. A decisão foi motivada pela intervenção da presidente em exercício do Tribunal Regional do Trabalho, Desembargadora Maria Regina Machado Guimarães, que se encarregou de intermediar as negociações e buscar um consenso entre os trabalhadores e patrões.

A primeira audiência acontece já nesta terça (13) e, enquanto isso, os trabalhadores e trabalhadoras retornam a seus postos de trabalho.

Relembre a luta

Desde o ano passado, o Sindicato dos Vigilantes vem buscando negociar uma proposta que atenda as demandas da categoria. As empresas, no entanto, se mostraram irredutíveis e demonstraram, inclusive, interesse em retirar direitos já conquistados. Sem acordo, as negociações foram parar no Ministério Público do Trabalho para intermediação das conversas. Após várias reuniões, também sem desfecho, os trabalhadores decidiram agir e cruzaram os braços.

O presidente do Sindesv-DF, Paulo Quadros, explica que a culpa da greve é dos patrões. “O problema é que nenhuma negociação com o sindicato patronal avança. As empresas querem apenas aproveitar a nova legislação para retirar direitos que há 25 anos estão em nossas cláusulas. Chegaram ao ponto de propor reduzir quase pela metade o nosso tíquete que é de R$ 34/dia para R$ 17, em troca de uma cesta básica mensal, que custa R$ 30 no mercado. Para piorar, querem pagar feriados como dia normal de trabalho”, explicou.

Quadros acrescentou que os empresários querem acabar com o plano de saúde de seus empregados. “Imagina só, fazer isso com profissionais que exercem uma atividade de alta periculosidade e que envolve tantos riscos. É realmente inaceitável que façam isso apenas para aumentar ainda mais o alto lucro que já detêm”, indigna-se o sindicalista.

Ainda, segundo informações do Sindesv-DF, caso as negociações não avancem, o movimento paredista será retomado a qualquer momento.

Fonte: CUT Brasília com informações do Sindesv-DF

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