Mesmo sentando para negociar, prefeitura não atende às reivindicações dos servidores

Em Santo Antônio do Descoberto, o ano letivo ainda nem começou. As aulas que estavam previstas para a próxima segunda-feira (12) foram novamente suspensas, pois o governo municipal descumpriu o acordo de pagar o piso salarial nacional ao magistério. A prefeitura alegou que o reajuste incidiria sobre as gratificações e outros benefícios e, por isso, não teria condições de pagar a conta.

O compromisso de ajustar o salário dos educadores do município foi firmado na última quarta (7), quando os servidores da Educação votaram por iniciar o ano letivo. Mas, com o recuo do governo municipal, as escolas permanecerão fechadas.

De acordo com o Sindisad ─ sindicato que representa os trabalhadores ─ foram realizadas várias rodadas de negociação até que representações trabalhista e patronal chegassem a um acordo. Além da exigência do pagamento do piso, a categoria também reivindica a anulação de um parecer jurídico que reduz em quase 60% os vencimentos dos professores.

O acordo quebrado

A proposta da prefeitura aceita pelos professores e professoras era de que o magistério passaria a receber o piso salarial a partir do quinto dia útil do mês de abril e, em julho, seria efetuado o pagamento de 1/3 das férias coletivas. O retroativo de janeiro seria quitado em agosto, e o do mês de fevereiro, em setembro.

Para formalizar o tratado, o sindicato redigiu um documento que seria assinado pelas partes, porém, a administração municipal se negou. Por telefone, o governo solicitou a retirada dos pontos que tratavam das gratificações e do parecer jurídico.

“A prefeitura vem fazendo descaso com o serviço público e com a população. Por conta dessa negligência, as famílias estão sem saúde e as crianças, sem escola. Mas, é importante que os trabalhadores tenham em mente que unidos somos mais fortes. Não podemos nos dividir, nossa luta deve ser como classe trabalhadora”, defendeu o militante CUTista Alessandro Guerra, que acompanha as negociações.

Ilegalidade da greve e novas mobilizações

Além da negligência da prefeitura, o funcionalismo de SAD lida também com outro problema: uma determinação do Tribunal Judiciário do Goiás que julgou a greve com ilegal. Para avaliar o movimento e traçar estratégias de mobilização para o próximo período, o sindicato da categoria marcou nova assembleia para a próxima segunda (12), a partir das 9h, em frente à prefeitura.

“É uma vergonha o descaso do governo municipal que só quer ganhar tempo, cansar a categoria e enfraquecer a mobilização. Toda essa situação, no entanto, apenas gera revolta entre os servidores e a população. Mas, não vamos recuar. Estaremos buscando estratégias para combater tamanha omissão, pois não aceitaremos a retirada de direitos”, avaliou a presidenta do Sindsad, Clenilda Melquíades.

Fonte: CUT Brasília

1 comentário

  1. Nunca mais tivemos paz para trabalharmos sem se preocupar com as surpresas desagraveis que nos assola ano após ano, mês após mes. Para segurar o que nosso temos brigar agarrar com unhas e dentes,se torna vergonhoso , administradoresde de uma sociedade que só pensam em se dar bem lucrando o que não e deles.Nao fazem nada pela cidade e pela população. Vivemos aqui num abandono.A educação que e a base de vida pra qualquer pessoa, cidade,nação aqui e desvalorizada. Aqui o desabafo de uma professora indignada com toda essa situação.

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